Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 18/08/2020
Na pandemia enfrentada pelo Brasil no ano de 2020, vive-se uma constante preocupação sobre a saúde e a superlotação dos hospitais públicos. Esse problema não surgiu exclusivamente nesse período, mas é algo que persistia no cotidiano do brasileiro. Neste sentido, nota-se que, infelizmente, a saúde pública nunca foi tratada como prioridade e defronta desafios nesse âmbito, sobretudo, devido à falta de investimento proveniente do setor público e adoção de uma medicina curativa.
É relevante abordar que a falta de investimento na saúde pública pelo Estado gera superlotação nos hospitais. Não é incomum ouvir nos telejornais sobre o falecimento de uma pessoa devido à falta de leitos, o que demonstra a situação precária de como o governo encara a saúde. Um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), indicou que o Brasil perdeu cerca de 40 mil leitos hospitalares na última década. Dessa maneira, o sucateamento dos hospitais pela falta de verbas, fica ainda mais escancarado quando observa-se os riscos á saúde que o hospital lotado pode acarretar, como o aumento de infecções hospitalares e o esgotamento de medicamentos.
Paralelo a isso, o sistema de saúde adotado pelo governo trata a cura de doenças e, não, pessoas, por efeito de uma medicina curativa e, não, preventiva. Em consequência disso, a população por não possuir incentivo e uma mentalidade que procura a prevenção, chega em estado grave ao hospital, o que gera, também, um custo desnecessário, tendo em vista que a precaução poderia ter evitado tal patologia. Sob esse ponto de vista, observa-se a obesidade, uma disfunção que acarreta doenças mais graves que poderiam ser contidas com a adoção de hábitos saudáveis. Já afirmava Jacques Bossuet, ’’ A saúde depende mais das precauções que dos médicos.’'.
Fica claro, dessa forma, que a saúde pública no Brasil não possui prevalência nas questões governamentais. A fim de reverter essa problemática, o Ministério da Saúde deve reunir-se com os governadores do Brasil. Inicialmente, cartilhas sobre a medicina preventiva serão mandadas para os hospitais. Posteriormente, cursos de capacitação gratuitos e, online, serão oferecidos pela Secretaria de Saúde. Além disso, deve ser incluída, imediatamente, disciplinas nas universidades para a preparação dos novos profissionais da saúde. Dessa maneira, a substituição do modelo curativo, por uma abordagem voltada à manutenção da saúde, poderá mostrar a verdadeira responsabilidade do governo com a saúde do povo e, finalmente, solucionar o problema da saúde pública no Brasil.