Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Em 1988, Ulysses Guimarães estabeleceu, no artigo 6° da Carta Magna que a saúde é um direito social garantido à população. desenvolvimento nacional. Entretanto, décadas se passaram e por existirem desafios na saúde pública brasileira, os indivíduos estão distantes de ver a promessa do artigo 6° fora da teoria. Nesse sentido, essa situação é prejudicial a toda a sociedade, assim, demanda-se mais atuações de atores sociais e estatais. Nesse viés, essa problemática é potencializa não só o estigma de saúde elitizada, mas também a vulnerabilidade social.

Em primeiro lugar, convém elucidar que o pleno acesso a saúde não é realidade. Sob essa óptica, ao analisar que a vinda dos médicos ao Brasil foi devido a chegada da família real, observa-se que a medicina já surge com caráter elitista, visto que ela veio para sanar as necessidades europeias, nota-se que esse cenário permanece. Nesse contexto, ao contrário do que versa a Constituição Cidadã, em que a oferta de saúde é um benefício para todos, observa-se que o Estado deixa de cumprir o seu papel, uma vez que populações rurais carecem de serviços básicos. Dessa forma, não é razoável que com o intuito de ser uma nação desenvolvida a sociedade brasileira ainda conviva com essa realidade de exclusão, pois a saúde inclusiva deve ser prioridade para o Estado.

Outrossim, vale ressaltar o cenário de vulnerabilidade social vivido pela população. Sob esse viés, ao contrário do que versa o Hino Nacional Brasileiro acerca da igualdade, a partir da metáfora de que o sol brilhou para todos, tem-se no Brasil uma população desassistida, devido a falta de equipamentos nos hospitais. Nessa perspectiva, torna-se evidente que os médicos do sistema público usam do imprevisto, visado ao máximo salvar os pacientes, já que os investimentos a esse setor não são efetivados. Dessa maneira, enquanto a falta de investimento for regra, o Brasil continuará com o cenário de crise na saúde pública.