Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 20/08/2020
Promulgada pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem estar social. Entretanto, contemporaneamente,nota-se que não há exercício pleno de tal diretriz,uma vez que a saúde pública no Brasil é ainda uma dura realidade a ser enfrentada, visto que essa é precária e limitada,e associa-se não só ao descaso do poder público,mas também pela ausência de amparo.
Nessa perspectiva, a ineficácia estatal mediante a temática pactua com a teoria de Zygmunt Bauman, em sua obra Modernidade Líquida , ao dizer que as instituições políticas têm sido incapazes de exercer sua função social, tornando-se ‘’zumbis’’.Deste modo, o governo, ao não investir na infraestrutura das instituições de saúde e a falta de verba suficiente destinada para funcionamento básico a essas corporações ,não cumpre seu encargo e condena os indivíduos a uma saúde defasada. Assim,é mister que haja mudanças para que a teoria de Bauman seja pouco compatível com a realidade vigente.
Ademais, vale ressaltar que, de acordo com Milton Santos em ‘’ Cidades Mutiladas’’, em vista da prevalência dos interesses de uma classe dominante,alguns indivíduos não possuem seus direitos devidamente reconhecidos. Nesse viés,é indubitável que a perda de direitos dos cidadãos pode ser justificado pelo processo de atomização individual, posto que, o favorecimento destinado para somente uma parcela da população coopera uma sociedade exclusiva, e embora todos possuam garantias estabelecidas, essas não são cumpridas em razão do funcionamento deficitário, a carência de profissionais da área médica e aos tratamentos negados pelo Sistema Único de Saúde. Assim sendo,a saúde pública brasileira restritiva e excludente,permanece em conformidade com a teoria do geógrafo Milton.