Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 25/08/2020

A Constituição Federal, conhecida como Cidadã, foi promulgada na redemocratização, em 1988, com o intuito de assegurar os direitos básicos a todos. Com isso, foi fundado o Sistema Único de Saúde para nacionalizar o acesso à higidez. No entanto, a saúde pública no Brasil peca em alguns quesitos, seja na prevenção à gravidez precoce, seja na questão estrutural.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a falta de leitos e equipamentos em hospitais públicos é um drama no país. Nesse sentido, desde o governo Vargas, que teve foco na industrialização, a urbanização tem crescido no País, e, com ela, problemas relacionados à saúde dos cidadãos, o que aumenta a demanda  no SUS por mais equipamentos e leitos, porém, a realidade é outra. Prova disso, é o estudo do Tribunal de Contas da União que apontou que 77% dos estabelecimentos mantinham leitos desativados por não possuírem alguns equipamentos, como monitores, ventiladores pulmonares e outros.

Ademais, a gravidez na adolescência é parte da negligência SUS. Nesse contexto, o Fundo de População da ONU denota que a taxa de fecundidade no Brasil entre meninas de 15 a 19 anos é de 62 a cada mil bebês nascidos vivos. Dessa forma, tal fato é caso de saúde pública, visto que, além de o corpo não estar pronto para gerar a criança, o que traz problemas para ambos, também, muitas vezes, leva ao aborto clandestino. Diante disso, fica explícito a ausência do Estado Brasileiro em buscar formas de esclarecer a população jovem quanto às formas de prevenção.

Fica evidente, portanto, que algo precisa ser feito com urgência para atenuar a questão. Assim sendo, para o filósofo Paulo Freire “a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Consoante a isso, a Escola, que tem papel de construir pessoas conscientes, deve propagar, por meio de palestras, os tipos de prevenção de gravidez, como preservativos e anticoncepcionais. A intenção de tal ação é mudar os rumos do país para que cada vez mais cumpra-se a Constituição.