Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Hipócrates,médico da era antiga considerado como pai da medicina,procurava explicações para as doenças que o permeava distante dos deuses e organizou sistematicamente o modo de aplicabilidade do ofício médico como uma cura para todos cidadãos.Nesse sentido,nota-se que, há milênios, as questões médicas despertam grande interesse na sociedade,sobretudo no que tange à saúde pública no Brasil,ora pelos avanços obtidos,ora pelos grandes desafios a serem enfrentados.

Em primeira análise,observa-se que,em contraponto a diversos países ricos e desenvolvidos industrialmente,o Brasil destaca-se na abrangência democrática do SUS,sistema único de saúde,seja pela amplificação dos processos cirúrgicos gratuitos,seja pela disponibilização de vacina.Em Grey´s Anatomy,série televisiva de cunho hospitalar,mostra-se claramente a elitização dos planos de saúde nos Estados Unidos,por meio de salários exorbitantes a profissionais qualificados e pela segregação de pacientes sem a capacidade de pagar as altas taxas diárias do leito no hospital.Dessa maneira,constata-se que,em um mundo globalizado repleto de desigualdades,os ganhos gerados na criação do SUS devem ser mantidos e masterizados.

Contudo,embora perceba-se melhoras no sistema público de saúde brasileiro,sabe-se que diversas problemáticas urgem na sociedade.Sob esse ponto de vista,sabe-se que a concentração técnico-industrial no Centro-sul é acompanhada também nos contingentes medicinais,uma vez que,de acordo com os dados do Conselho Federal de Medicina,no Sudeste coexiste um médico para 400 pacientes,mas,na região Norte,é encontrado 950 doentes para cada médico.Outrossim,conhece-se as grandes filas nos hospitais e a falta de equipamentos essenciais como um dos fatores divergentes aos objetivos iniciais do projeto;fazendo-se necessário,em uma conjuntura social que almeja combater grandezas como essa,não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar a problemática em questão.

Portanto,faz-se mister medidas assertivas que amenizam tal imbróglio.Logo,o Ministério da Saúde deve aumentar os investimentos médicos nas regiões precárias,incentivando as universidades médicas a se deslocarem e permanecerem nos locais,com compra de equipamentos tecnológicos essenciais para as áreas com maiores reclamações do atendimento,por meio de parcerias financeiras com o Ministério da Economia e ações privadas,com o fito de minorar os desafios da saúde pública brasileira.Por fim,espera-se que assim,almejando os pressupostos de cura de Hipócrates,minimizar-se-á a desigualdade na esfera psicossocial.