Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 27/08/2020
A Revolução Sanitária no Brasil ocorreu no final da década de 70 e tinha como objetivo o direito de todos à saúde, com isso foi criado o SUS, Sistema Único de Saúde. Desde então a saúde pública é um direito de todos, no entanto percebe-se muitas falhas. Como por exemplo o superlotamento dos hospitais, ocasiona a morte de milhares de pessoas na fila de espera. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil devido a concentração de renda há uma superlotação dos hospitais, com isso muitas pessoas não chegam a serem atendidas. Segundo o Portal Terra na rede do SUS, 3,7 bilhões de procedimentos ambulatoriais, 531 milhões de consultas médicas e 11 milhões de internações. Diante disso, percebe-se, que o SUS tem um papel importante na saúde pública, no entanto não consegue atender toda a população. De maneira análoga, na pandemia do COVID-19 em 2020, o qual levou a lotação dos leitos nos hospitais públicos, a demora do atendimento e falta de equipamentos para os pacientes ocasionou a morte a milhares de pessoas.
Desse modo, a demora ao atendimento, por conseguinte leva pessoas a morte. À vista disso, nota-se, as doenças dos pacientes encaminhados aos hospitais poderiam ser evitadas se atendidas mais rapidamente e com ações mais efetivas na área da prevenção ou tratadas em estágio inicial. Seguindo essa linha de pensamento, de acordo com o Jornal G1, o atendimento precário mata mais do que a falta de acesso a médicos e no Brasil, são 153 mil mortes por ano por causa de atendimento médico de má qualidade. Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério de Saúde em conjunto de empresas público privadas desenvolverem campanhas de doação de verbas para o SUS, de modo que médicos e profissionais adequados sejam contratados, com o objetivo de que mais pessoas sejam atendidas. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam a importância do SUS no combate inicial das doenças e o atendimento prévio para a prevenção de doenças, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.