Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 08/09/2020
Sob a perspectiva da série televisiva “Grey’s Anatomy”, o entretenimento retrata o cotidiano de médicos e residentes no hospital Seattle Grace. Assim, sendo uma empresa particular, há inúmeros casos de pacientes que gastam milhares de dólares mesmo sem ter condições financeiras, uma vez que eles não conseguem atendimento de qualidade em hospitais de rede pública. Fora da ficção, tal drama hospitalar faz consonância com a realidade nacional, em que tal problemática está associada à ausência de investimentos e valorização governamental.
Primeiramente, vale ressaltar que segundo a Constituição de 1988, todo ser humano tem direito a saúde e bem-estar. Entretanto, os Direitos Humanos da população brasileira são afetados, visto que o SUS (Sistema Único de Saúde) possui lacunas para total eficiência. Porquanto, a negligência Estatal corrobora para a precariedade da saúde pública, visto que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os gastos públicos com saúde equivaleram a 3,8% do Produto Interno Bruto do País. Partindo desses dados, fica evidente o descaso do governo em destinar um baixo valor de verbas para o SUS. Logo, percebe-se que as redes hospitalares não possuem montante para investir em recursos, como remédios e profissionais da área. Desse modo, a premissa de Gilberto Dimenstein classifica a população afetada como cidadãos de papel, já que eles detêm seus direitos apenas no papel constitucional.
Por conseguinte, é fundamental ressaltar a importância do SUS para o tecido social. Atualmente, toda a população desfruta desse benefício, com campanhas de vacinação e vigilância sanitária de todos os estabelecimentos de produção de alimentos feitos pela ANVISA. Outrossim, está relacionado com o aumento da disparidade social vigente no Brasil, dado que os planos de saúde privados são custosos para grande parte da população. Assim, a concentração de renda acentua-se, visto que a população de baixa renda está aglomerada em hospitais para conseguir atendimento ou em decadência financeira para suprir a necessidade de um bom plano de saúde. Destarte, é inadmissível a inexistência de políticas públicas que garantam melhorias na saúde defasada do País, a fim de atenuar esse panorama de grande impasse social.
Portanto, é necessário combater essa problemática. Para tanto, os governos devem administrar uma maior parte do PIB do Estado para o Ministério da Saúde, que poderá potencializar a saúde pública, para investir em recursos como remédios, leitos hospitalares e profissionais na área, visto que muitos são desmotivados pelos baixos salários. Logo, os serviços de saúde alcançar-se-á todos os municípios dentro das fronteiras nacionais. Para que assim, as pessoas deixem de se tornarem cidadãos de papel.