Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/09/2020

Instituído pela Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde é sem dúvida um dos grandes responsáveis pela maior expectativa de vida dos brasileiros. Todavia, a saúde pública no Brasil padece de dois dos maiores problemas do país: educação e infraestrutura. Nesse sentido, a qualidade do ensino da medicina, em paralelo ao grande número de profissionais formados, e a ineficiência da infraestrutura hospitalar são os principais problemas.

Nessa perspectiva, embora seja o destino de cerca de 10% do PIB, segundo dados governamentais, a saúde pública brasileira ainda sofre com a precariedade de seus espaços, falta de profissionais e diminuta agilidade no que se refere à disponibilidade de procedimentos médicos, como exames e cirurgias. Sob essa ótica, visto que há uma significativa alocação de recursos, tal problema se deve, sumariamente, à má gestão da verba disponível, a qual se perde em esquemas de corrupção e investimentos imprudentes.

Ademais, segundo dados do MEC, o número de escolas de medicina no país praticamente dobrou nos últimos 10 anos. Tal estatística, uma vez que evidencia uma maior densidade de profissionais em um curto período de tempo, coloca em dúvida a qualidade do ensino médico. Nesse contexto, tal preocupação reside na ideia de que avaliar uma instituição educacional demanda tempo e, em virtude do crescimento da quantidade de faculdades, estas não são avaliadas com o devido rigor e precisão.

Dessarte, é importante que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, a fim de garantir a boa formação médica no Brasil, iniba a criação de novos cursos de medicina e realize a devida avaliação dos que já estão em funcionamento. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde efetuar a devida manutenção da infraestrutura hospitalar e promover a expansão da mesma para o interior do país, de modo a torná-la mais tenaz e abrangente, cumprindo, assim, o que manda a Constituição Federal.