Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 21/09/2020

O SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado em 1988 pela Constituição Federal brasileira defendendo o direito universal à saúde, tendo sua origem nos anos de 1970 e 1980 quando diversos grupos se engajam no movimento sanitário. Entretanto, no que concerne o atual cenário social, o sistema se depara com diversos entraves que colocam em cheque a saúde pública. A partir disso, faz se relevante analisar como a falta de investimentos governamentais e a ausência de políticas públicas atuam mediante ao imbróglio.

Diante disso, torna-se válido ressaltar os impactos causados por um mau gerenciamento da saúde pública. Sob esse prisma, de acordo com um balanceamento feito pelo Tesouro Nacional, o governo destina cerca de apenas 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em saúde. Tal fato resulta em um crescente número de hospitais e pronto atendimentos de infraestrutura precária e recursos escassos. Logo, a falta de equipamentos e de leitos têm como consequência as longas filas de espera que tornam ainda mais difícil a realização de tratamentos clínicos e cirúrgicos, desestimulando, assim, tanto os profissionais da saúde, quanto o corpo social.

De modo complementar, faz-se relevante analisar como a falta de políticas públicas que conscientizem e instruam sobre a importância de uma saúde preventiva acomete o corpo social. No que tange a isso, artigo 196 da Constituição Federal de 1988 prevê que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos”. Sob essa conjectura, políticas preventivas voltadas para o tratamento de doenças muitas vezes evitáveis e controláveis pela adoção de hábitos mais saudáveis apresentam-se como uma alternativa menos onerosa quando comparada aos procedimentos curativos.

Em síntese, faz necessária a adoção de medidas que contribuam para a melhoria do SUS. Para tal, cabe ao Ministério da Saúde, elaborar projetos que visem o desenvolvimento da saúde pública, por meio do aumento de verbas em hospitais e pronto atendimentos, a fim de torná-la mais abrangente e eficiente, para que seja possível diminuir as filas de espera e assistir uma maior parcela populacional. Ademais, o Ministério da Saúde deve ainda, em parceria com as mídias sociais e televisivas, promover campanhas e propagandas que instruam a sociedade sobre a importância da adoção de hábitos preventivos, com efeito de construir uma sociedade mais consciente e saudável.