Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 28/09/2020

No Brasil, saúde é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988. Contudo, na prática, percebe-se que tal conjuntura está em descompasso com a realidade brasileira, principalmente, no que condiz em garantir serviço hospitalar de qualidade. Esse cenário antagônico é fruto da omissão estatal, além da ausência de médicos. Nesse sentido, é de suma importância o debate acerca do assunto para que se possa amenizar a questão.

A princípio, a falta de investimentos na saúde pública no Brasil é evidenciada pelo mau funcionamento dos hospitais e postos de saúde, que carecem de infrasestrutura apropriada, produtos medico-hospitalares  e, muitas vezes, de profissionais. Sob esse viés, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2017, os gastos públicos com saúde equivaleram a 3,8% do Produto Interno Bruto. Nestas perspectivas, o sucateamento e desleixo com o Sistema Único de Saúde acaba ocasionando descrédito,  impaciência e insatisfação na população que, infelizmente, recorre a planos de saúde ou têm a sua vida interrompida pela falta de insumos médicos e suporte hospitalar.

Outrossim, vale ressaltar, que a centralização de mão de obra médica nos grandes polos corrobora para que os cidadãos marginalizados não usufruam de acompanhamento médico. Segundo um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nas regiões norte e nordeste têm menos de 1 médico para atender  a cada mil habitantes. Nesse ínterim, apesar dos incentivos monetários municipais e estaduais,  localidades remotas não são atrativas para os profissionais de saúde, haja vista, que são locais com desassistência e com baixas condições de trabalho.

Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para sanar a questão. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio de verbas da União, direcione uma maior quantia financeira as secretarias municipais de saúde, para que se tenha um maior estímulo a se fazer melhorias nos hospitais e postinhos. Além disso, cabe a Controladoria Geral da União em fiscalizar a aplicação do dinheiro público para que ele não seja desviado. Dessa forma, espera-se poder ter um espaço propício ao atendimento de todos os brasileiros independente da sua região e com todos os mantimentos substanciais e médicos, para que assim, as comunidades que carecem de assistência hospitalar não se sintam lesadas e esquecidas pelo governo.