Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 24/09/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado,ademais, no mesmo ano de criação dessa lei, criou-se o SUS (Sistema Único de Saúde), no qual foi possível uma maior democratização da saúde pública no Brasil, o que garantiu tratamentos e diagnósticos inteiramento gratuitos-como a quimioterapia- que antes apenas uma parcela privilegiada da população tinha acesso. Em contraposição, a falta de investimentos levou esse sistema a ser utilizado como último recurso, uma vez que possui equipamentos e estrutura, ambos precários quando comparada a rede privada. Dessa forma, convém ressaltar os benefícios e as necessárias melhorias a serem feitas quanto á saúde pública e a importância em debate-las.

Em primeira análise, cerca de 50 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama por ano no Brasil de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), sendo essa doença a mais comum entra as mulheres. Além disso, de acordo com a mesma fonte, quando diagnosticado cedo 62% das pacientes sobrevivem, sendo mais da metade tratada pelo SUS, tornando sua defesa de suma importância visto que a taxa de sobrevivência dessa e de diversas enfermidades tiveram seus números elevados desde a criação do sistema, devido a ter custo zero e atingir a população mais carente que o necessita. Portanto, em um país que apresenta a sétima colocação no ranking da desigualdade social segundo a ONU, a saúde pública gratuita é indispensável.

Em segunda análise, apesar dos benefícios citados, o SUS como qualquer outro sistema apresenta falhas e a principal é a falta de investimentos por parte do governo, não apenas em equipamentos  especializados como também em uma melhor estrutura; visto que no país 3 a cada 10 hospitais da rede pública sequer possuem equipamentos respiratórios ou UTIs totalmente equipadas, como cita a BBC Brasil. Logo a precaridade do SUS faz com que a população mais privilegiada dê preferência a rede de saúde privada, enquanto a outra parcela que não detém dessa escolha, enfrenta um sistema ainda falho para que possa usufruir de seu direito garantido pela Constituição.

Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse supracitado. Assim, cabe ao Ministério da Saúde propor que verbas sejam redistribuídas e melhor aplicadas por meio de um projeto entregue à Câmara dos Deputados. Ademais, tais verbas devem ser redirecionadas à compra de equipamentos essenciais- como por exemplo respiradores- com o objetivo de que o SUS passe a atender melhor aqueles que o necessitam, além disso, que se torne o principal sistema de saúde do país, para que todos passem a utiliza-lo, como menciona a Constituição.  Espera-se com essa ação a melhoria da saúde pública no Brasil.