Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 06/10/2020

O mundo chocou-se ao saber que nos Estados Unidos, jovens com diabete tipo 1 estão morrendo por racionarem insulina, já que no país não há um sistema de saúde que ofereça um tratamento e medicamentos de alto valor gratuitamente. Paralelamente a essa realidade, no Brasil, mesmo existindo o Sistema Único de Saúde (SUS), a sua atuação tem deixado a desejar. Esse processo advém dos interesses empresariais, que fazem com que o Estado se torne negligente em relação à manutenção da saúde pública. Assim, entra em debate a saúde pública no Brasil, em como ela não é para todos e nas consequências de sua ausência, como também ela tem sido deixado de lado pelo Estado.

Primeiramente, evidencia-se que a saúde pública não está disponível para todos, ou seja, que a oferta é menor que a demanda. Tal situação ocorre, pois a falta de investimentos faz com que muitas comunidades fiquem sem o amparo do Governo, sendo privadas de seus direitos. Como consequência dessa situação , muitas pessoas não têm acesso a vigilância epidemiológica, vacinas, transplantes, saneamento básico e, nem mesmo, a consultas médicas e medicamentos gratuitos. Exemplo claro dessa realidade que ocorre no Brasil, pode ser vista também nos Estados Unidos, como mostra o filme “Coringa”, onde Arthur, o futuro coringa, acaba piorando sua saúde mental depois que tem suas consultas médicas e seus medicamentos cortados pelo governo.

Além disso, devido a sua negligência do Estado, muitas pessoas são deixadas de lado, provocando muitas mortes. Isso acontece, porque empresários, donos de empresas de plano de saúde privado, bancam as eleições de candidatos a governadores, fazendo com eles parcerias, buscando sempre o que for melhor para seus negócios e não o que for melhor para a população. Como consequência dessa situação, os governadores, quando eleitos, não investem tanto no sistema de saúde público, para que, assim, a população classe média vá procurar planos de saúde particulares, aumentando, então, o lucros dessas empresas. Arqueótipo evidente dessa postura é que o Brasil, comparado com outros países que têm sistema universal de saúde, é a nação que tem o menor porcentual de investimento público no SUS, segundo p Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro.

Diante do exposto, é necessário reconhecer que os interesses mercadológicos são a origem da negligência estatal sobre a saúde pública no Brasil. Para solucionar essa questão, faz-se necessário que o Poder Legislativo torne a Lei das Licitações mais severa, através de um projeto de Lei a ser enviado para o Congresso Nacional - nessa nova proposta, essa lei seria mais rígida, sobretudo, para aqueles governadores financiados por empresários que mexem com a saúde - a fim de coibir o não investimento na saúde publica e evitar que o Brasil seja como os Estados Unidos em questão de saúde.