Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 15/10/2020
A globalização permitiu o desenvolvimento da sociedade contemporânea, a qual aprimorou o modo de vida do indivíduo. Nesse contexto, tem-se a consolidação da saúde pública no Brasil, de modo que devido a cristalização da mentalidade capitalista, segue um caminho reverso a esse desenvolvimentismo empregado no século XX. Em razão disso, analisa-se não só o paradigma da crise coletiva, como também, a vulnerabilização social; fatos esses que necessitam ser combatidos.
Em primeira instância, torna-se inegável que a saúde pública no Brasil se tornou um reflexo da atual crise da coletividade. Essa situação é somada pela fixação de uma mentalidade capitalista responsável por colocar o lucro acima do indivíduo, propagando-se assim em um errôneo discurso que desvaloriza o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse sentido, evidencia-se o estabelecimento da distorção ética, visto que, ao invés de ser interpretada como uma prática de todas, internaliza a ideia de que esse conceito está de acordo com o próprio pensamento individualista de cada um. Isto é, afirma-se que esse imaginário coletivo promove diretamente um senso comum de que apenas os serviços privados oferecem uma boa saúde.
Consequentemente a essa cristalização de capital, observa-se o aumento gradativo da vulnerabilização social no país. Dado que, de maneira diretamente proporcional, a medida que as elites privadas sucateiem o SUS, é certo que a população passe a priorizar o pagamento de planos de saúde. No entanto, evidencia-se a importância de salientar que, de acordo com o relatório da ONU, o Brasil possui a segunda maior concentração de renda do mundo. Ou seja, inegavelmente, compreende-se um cenário que invibializa essa grande parcela da sociedade de usufruir do direito à saúde pública já garantida na constituição, passando-se então a normalizar a desvalorização desse serviço em questão.
Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever da Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com o Poder Executivo, oferecer mudanças direcionadas à saúde pública de cada município. De modo que se garanta, obrigatoriamente, reuniões mensais que cometem dados responsáveis por identificar onde se deve aplicar investimentos nesse âmbito. Efetuando assim, não só no rompimento do individualismo , bem como, na vulnerabilização da sociedade, constituindo -se na solidificação desse serviço público no Brasil.