Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Enquanto em Grey’s Anatomy, drama médico norte-americano, pacientes temem por não conseguirem arcar com os custos de seus tratamentos, no Brasil o acesso à saúde é garantido pela Constituição e, por meio do Sistema Ùnico de Saúde (SUS), acolhe cerca de 80% da população brasileira. Entretanto, apesar do SUS ser um dos maiores sistemas de saúde pública existentes no mundo, a má gestão e a falta de médicos impedem melhorias na infraestrutura da saúde pública brasileira.

Nessa lógica, segundo o Amato, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o principal problema do SUS é a má gestão. Com isso, já que a distribuição dos recursos é desorganizada, falta verba para adquirir novos leitos, comprar medicamentos, melhorar a infraestrutura dos hospitais existentes e muito menos investir na construção de novos postos de atendimento.

Além disso, com os recurso distribuídos de forma ineficiente, torna-se impossível contratar médicos para atender a demanda de 80% da população brasileira dependente do SUS, dados do Ministério da Saúde. Dentro disso, faltam médicos e inúmeros pacientes morrem antes mesmo de serem atendidos (só em Campo Grande, o Ministério Público apurou 200 casos no ano de 2019).

Portanto, com o objetivo de amenizar as mazelas presentes na saúde pública brasileira, o Ministério da Saúde, como setor responsável pela administração e manutenção da saúde pública do país, deve investir na capacitação dos gestores do SUS, por meio de palestras e campanhas profissionalizantes , buscando orientar esses profissionais sobre formas de como conseguir aproveitar melhor a verba pública destinada à saúde. Sendo assim, será possível contornar o problema da má gestão e com o melhor controle sob a verba será possível contratar novos médicos e investir na infraestrutura da saúde pública brasileira