Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 23/10/2020

A Constituição Federal de 1988 garante, conforme o Art-196, a saúde como direito de todos e como dever do Estado. No entanto, a sociedade se mostra distante do que impõe a normal constitucional. Dessa forma, em razão da falta de investimento do setor governamental e devido a má distribuição de médicos no território nacional, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Em primeira análise, convém ressaltar o quanto a falta de investimento  contribui para existência do problema. De acordo o Conselho Nacional de Medicina (CFM), o gasto total com saúde pública deveria ser equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em vez dos atuais 2,94,Partindo desses dados, fica evidente o descaso do governo em destinar um baixo valor de verbas a serem com saúde pública.Com resultado disso, é possível observar o enorme número de pessoas que morrem os corredores dos hospitais esperando vagas para serem atendidos. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Além disso , outra causa para a configuração do problema é a desigualdade na distribuição de médicos no país, segundo o ultimo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), feito em 2012, o Brasil abriga 388.015 médicos. Visto que, apenas 8% dos profissionais estão em municípios de até 50 mil pessoas, os restantes desses especialistas estão aglomerados em grandes regiões. Haja vista, que a falta desses profissionais atinge cruelmente os indivíduos necessitados, os quais precisam de ações emergenciais e tratamentos eficazes.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Ministério da saúde, aumentar o número de verbas a serem repassadas aos municípios Brasileiros, com o objetivo de serem destinadas para a construção e manutenção dos hospitais. Com esse dinheiro, poderá ser comprado mais leitos, construir mais quartos, para que assim se possa atender toda a população. Ademais, cabe aos governadores em parceria com o Ministério da saúde, desenvolver um projeto emergencial, que incentive os médicos e enfermeiros a se estabelecerem nas regiões com maior escassez desses profissionais, através de salários atrativos é estabilidade trabalhista, pois, conforme diz Gabriel O Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.