Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 22/10/2020
No Brasil, a última Constituição Federal foi promulgada em 1988 e é nesta em que se encontra amparo para dizer que a saúde é um direito irrefutável a todos. No entanto, há, no Brasil, grandes desafios quando falamos de saúde pública, haja vista o Sistema Único de Saúde (SUS), o qual, este ano, completa 30 anos de muito avanço, mas ainda sim, de muitas problemáticas não somente por conta de seu sucateamento, mas também pelo seus inúmeros empeços oriundos da falta de profissionais em regiões mais afastadas. Em primeiro plano, é válido dizer que, no Brasil, a saúde pública vem tendo o seu valor subtraído a cada instabilidade econômica. Visto que, nos últimos anos, a nação brasileira passou por diversas recessões na economia, assim os orçamentos direcionados a melhorias do SUS foram reduzidos a um terço do seu valor original, segundo o site de notícias G1. Esta ação, por sua vez, influi em uma problemática diretamente proporcional à saúde da população que, também atingida por esta mudança econômica, passa a depender em maior número desse sistema. Em virtude disso, tem-se a máxima lotação de hospitais e, por consequência, uma insatisfação gritante dos indivíduos pelo serviço prestado. Outros fatores também corroboram para a crise da saúde pública brasileira, haja vista estados mais afastados daqueles em que há grandes metrópoles, como o Amazonas, sofrem com a falta de colaboradores da área da saúde. Decerto, há uma resistência em atender estas populações por parte destes profissionais, devido à falta de infraestrutura nas cidades e hospitais que, em boa parte das regiões Norte e Nordeste, não provém o essencial à população local. Como efeito,são formadas,nessas regiões, grandes filas de espera para uma simples consulta médica, por exemplo. Tendo em vista as problemáticas levantadas até aqui, fazem-se necessárias ações para refrear os desafios da saúde pública no Brasil. Portanto, cabe ao poder Legislativo promulgar uma lei que determine os proventos, direcionados à área da saúde, como algo imutável, isto é, mesmo que haja grandes mudanças econômicas ou políticas no país, as verbas destinadas a esse setor não poderiam sofrer redução. Desse modo, a população terá um atendimento de qualidade e alta satisfação com o serviço recebido. Por fim, o Ministério da Economia deve, juntamente ao da Saúde,investir em uma melhor infraestrutura, tanto das cidades brasileiras menos desenvolvidas, quanto dos hospitais das mesmas, para que assim, enfermeiros e médicos possam não só chegar onde há maior precariedade, mas também, encontrar qualidade de vida para se instalar.Dessa forma, faría-se valer um atendimento digno a todos.