Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Em 2013, centenas de jovens foram às ruas lutar por seus direitos civis e cobrar das autoridades melhorias sociais, dentre elas, a saúde. Ainda que esses direitos sejam garantidos pela Constituição Federal, os casos de corrupção fizeram com que a população se mobilizasse - visando a chamar a atenção dos governantes - em busca de meios que assegurem o bem-estar dos cidadãos. Nesse sentido, nota-se que a saúde pública não é vista como prioridade, o torna necessário combater esse descaso, tal qual, reconhecer a importância das reivindicações populares.
De início, é fundamental destacar que a crise econômica afeta a saúde pública. No Brasil, a situação política atual passa por uma grave tensão financeira e, para conter gastos, os governantes cortaram os investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofresse com esses reflexos. De acordo co, informações do site G1, em 2016, o estado do Mato Grosso reduziu o fornecimento gratuito de medicamentos para o tratamento de doenças graves, como a fibrose cística, que afeta as glândulas responsáveis pela produção de secreções no organismo. Dessa forma, vários pacientes que não têm condições para arcar com os gastos dos remédios são prejudicados e a sua saúde é posta em risco.
Além disso, os atos de corrupção corroboram para que não haja mudanças nos hospitais. Infelizmente, são inúmeros os casos de desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras que, até então, deveriam ser destinadas aos investimentos na infraestrutura dos hospitais públicos, à compra de produtos do setor e, também, ao pagamento de funcionários. Em consequência disso, nota-se que a qualidade do atendimento é fragilizada, pois há casos em que vários pacientes deixam de serem socorridos devido à ausência de macas, máquinas de raio X e equipamentos médicos descartáveis, por exemplo.
Portanto, fica evidente a necessidade de reivindicar a valorização da saúde pública no Brasil. Ainda que o o pais enfrente uma crise, os investimentos na saúde não podem ser cortados, visto que parte dos cidadãos depende dessa assistência. Assim, o governo deve ser mais severo em relação aos casos de corrupção e agir conforme a lei, punindo os envolvidos e, com a ajuda da mídia, divulgar tais ações para que as denúncias sejam transparentes e que, com o acompanhamento da população, essa situação não persista. Ademais, a autoridades, como medida paliativa, devem diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de medicamentos e investir na infraestrutura dos hospitais. Dessa forma, os contribuintes não terão seus direitos assegurados, no quesito saúde.