Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 04/11/2020
A citação de Maya Angelou, a qual ressalta: “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presenta inacessível”, está relacionada, também, com a saúde pública do brasileiro. Pois, ao analisar a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, que assegura a população ao mencionar que é dever do Estado garantir o acesso a saúde, vê-se que há uma certa discriminação na hora de exerce o comando. Portanto, é essencial o debate sobre melhorias necessárias dentro do bem-estar público do cidadão.
Em primeira análise, vale dizer que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os negros vivenciam discriminação racial e enfrentam desigualdades em relação aos demais brasileiros. Em vista disso, são submetidos ao mal atendimento dentro do setor da saúde. Todavia, esse é um comportamento contraditório à Constituição de 1988. Além disso, cabe mencionar que estar saudável não é a representação apenas da ausência de doenças, mas, também, a presença do bem-estar mental. Sendo assim, quando essa minoria passa por essa inconveniência dentro de seus direitos, consequentemente, afetará tanto sua saúde física quanto a psicológica.
Ademais, em novembro de 2020, durante a pandemia do Covid-19, foi discutido nas mídias sobre uma possível privatização do Sistema Único de Saúde (SUS), proposta pelo Estado, divulgado em diferentes plataformas, como o UOL. Antes de prosseguir, cabe destacar que o decreto foi revogado diante todas as críticas. Entretanto, ainda é algo que merece ser discutido. Posto isso, é relevante destacar que, conforme uma notícia publicada em Agência IBGE, em 2019, foi exposto que a extrema pobreza atingiu 13,5 milhões de pessoas, no Brasil. Logo, essa maioria não teria condições financeiras para sustentar consultas em hospitais privados. Dessa forma, ao privatizar esse programa fundamental, o Estado estaria prejudicando, drasticamente, a saúde pública do país.
Diante os fatos mencionados, para a segurança e garantia dos direitos de saúde e humanos, é necessário discussões que enfatizem a necessidade de melhorias nas diretrizes do Brasil. Por exemplo, é importante declarar que o SUS não precisa ser privatizado para se tornar melhor, ele necessita de que os dinheiros destinados à saúde seja utilizado de forma correta, priorizando as necessidades brasileiras, como no investimento em medicamentos, objetos hospitalares e, inclusive, a criação de novos hospitais. Para isso, é significativo a influência da mídia e do cidadão, divulgando nas redes, a essencial prestação que o Estado deve estabelecer nos cuidados da saúde pública brasileira. Aliás, a Constituição de 1988, precisa ser realçada sobre o fato de ser intolerável a discriminação no momento de exercer o decreto. Pois, todos devem ter os direitos iguais, sem distinções.