Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Em meados de março, o ministro da Inglaterra contraiu a covid-19, após a saída do hospital, o político neoliberalista agradeceu a participação do NHS, sistema público de saúde inglês, pois foi crucial para sua recuperação, assim Boris Johnson terminou o discurso com apelo aos cidadãos -defendam o NHS. Sob tal ótica, nota-se a diferença da conjuntura brasileira, posto que a dificuldade do Estado em provê um atendimento mais ágil, provoca a desvalorização do SUS pela população do país.

A priori, cabe ressaltar que o Brasil possui projeções territoriais continentais, tal fato desfavorece a padronização da qualidade nos serviços de saúde, uma vez a distribuição de recursos é desigual. Diante disso, a maioria dos hospitais públicos das metrópoles -lugares de maior arrecadação dos impostos- são lotados, pois pessoas das regiões menos abastadas migram em busca dos tratamentos oferecidos por eles. Com base nisso, uma pesquisa, realizada pelo Datafolha, pontua que cerca de 55% dos cidadãos consideram o SUS ruim ou péssimo, mediante a essa resposta os entrevistados revelam, que o maior problema deve-se as filas de espera. Dessa forma, nota-se que a insatisfação popular é fomentada pelo o desafio, enfrentado pelo governo, na tentativa de administrar o Sistema Básico de Saúde.

Nesse sentido, vale salientar que ineficiência do poder público em assegurar o direito a saúde, previsto pela Constituição Cidadã, provoca a desvalorização do sistema público, todavia, a depreciação sofrida pelo SUS deve-se prioritariamente à falta de campanhas publicitárias, a fim esclarecer a população sobre sua relevância na sociedade. Dessa maneira, é preciso abordar a essencialidade desse serviço, já que é o responsável por coordenar: o acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, profilaxia contra doenças, transplantes de órgãos, vigilância sanitária, entre outras funções indispensáveis para manter a saúde dos indivíduos, especialmente os mais vulneráveis economicamente. Logo, é imprescindível educar as pessoas para que defendam esse patrimônio, assim como ocorre na Inglaterra.

Destarte os fatos elencados, o Ministério da Saúde deve criar uma campanha de valorização ao SUS. Para isso, investimentos serão destinados a contratação de influenciadores digitais, dado que possuem poder sobre a grande massa. Essas celebridades irão atuar em conjunto com especialistas em saúde e publicitários, a fim de desenvolver um linguajar de fácil engajamento, com o intuito de persuadir a população acerca da atuação indispensável do SUS. Assim, por meio de comercias os indivíduos serão esclarecidos sobre a importância de proteger o Sistema Único de Saúde, posto que ele garanti o direito a saúde.