Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 02/11/2020
A pandemia de covid-19, em 2020, evidenciou a importância de um sistema público de saúde para os países, sendo esse capaz de cuidar de infectados e salvar milhões de vidas. Entretanto, no Brasil, que utiliza do Sistema Único de Saúde – SUS, o corona vírus também foi o encarregado de dar visibilidade a outra faceta desse serviço: os diversos problemas que enfrenta e seus impactos na sociedade. Esse sistema, majoritariamente vital para a população, tem sua funcionalidade prejudicada pela ineficiência estatal, confrontando os direitos básicos humanos.
A princípio, é necessário pontuar a importância do SUS para o cidadão brasileiro. Tal serviço proporciona a manutenção da saúde e bem-estar dos indivíduos, de forma inteiramente gratuita e acessível. Essa significância é comprovada na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2013, onde 71,1% das pessoas utilizava de serviços públicos para satisfazer suas necessidades salutares. Não obstante, apesar de dados do Conforma afirmarem que nenhum dos países com sistemas similares apresenta população tão grande quanto a brasileira, o mesmo é responsável por mudar e salvar vidas, seja por atendimentos, seja por programas de vigilância e controle.
Contudo, deve-se destacar o panorama atual da saúde pública no país. Segundo o sociólogo Charles Mills, a negligência estatal é a maior causa dos problemas na sociedade e, nesse caso, se faz presente nos descasos para com a saúde. Assim, a falta de profissionais, medicamentos e materiais, bem como problemas de infraestrutura em hospitais e unidades de saúde, ocasionados pelo desvio ou insuficiência de verba, são imagens comuns em todo o território nacional. Dessa forma, pacientes em necessidade tornam-se reféns de filas de espera, ou acabam por sofrer consequências mais graves, como até mesmo morte, construindo um cenário que contradiz o mérito e atenção que deveriam ser atribuídos a um sistema universal de saúde, como o SUS.
Destarte, é notória a necessidade de mudança dessa conjuntura. Portanto, cabe ao governo federal - entidade responsável pela manutenção das leis -, por intermédio do Ministério da Saúde, promover uma maior quantidade de investimento e fiscalização de hospitais e unidades, a partir de projetos de policiamento de verba e controle de déficits, para que possam ser destinados profissionais capacitados, medicamentos, equipamentos e dinheiro aos locais certos, de forma a atender a população de maneira eficiente. Com essas medidas, será possível que o país evolua em seu cuidado para com os habitantes.