Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Em meados do século XX, Stefan Zweig se mudou para o Brasil e impressionado com o potencial do local escreveu o livro “Brasil, País do Futuro”. Todavia, devido a situação precária do sistema de saúde publico, percebe-se que a nação do futuro possui empecilhos a serem superados. Nesse contexto, a origem do problema não se da apenas pela falta de profissionais especializados, mas também pela falta de medidas estatais.

A princípio, é essencial ressaltar que mais de 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS, segundo o IBGE. Contudo, esta grande parte da população não recebe o cuidado adequado, em vista da falta de profissionais da saúde e pelo fato da  distribuição destes ser desigualitária, concentrando a maior parte nas grandes capitais, fazendo com que áreas afastadas não recebam o mesmo tratamento, violando diretamente a Constituição promulgada em 1988, que afirma que todos os cidadãos tem direitos iguais a saúde.

Outrossim, vale ressaltar que a falta de medidas governamentais torna-se promotor do problema. Por consequência, dos baixos investimento o sistema de único de saúde pode se tornar uma instituição zumbi, teoria formulada por Zygmunt Bauman sociólogo polônes, que criou este conceito para designar instituições que não acrescentam valor, apenas cobrem uma lacuna, fato que se evidencia visto que todos os anos a verba para a saúde diminui ,segundo a OMS.

Torna-se evidente, portanto, a importância que a saúde publica tem na sociedade brasileira. Logo, é mister que o Governo Federal, enquanto garantidor dos direitos individuais, adquira mais profissionais qualificados, através de verba governamental, afim de que as pessoas que dependem deste recurso sejam atendidas. Ademais, outro método viável consiste no setor privado em investir na saúde publica, para que assim o Brasil se torne o país do futuro, assim como Zweig imaginou.