Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 19/11/2020

A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve assegurar os direitos, como o acesso à educação, à saúde, entre outros, para todos os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso estatal com a saúde pública, devido a falta de investimentos na infraestrutura das redes hospitalares e na contratação de profissionais especializados para atender a demanda da população. Desse jeito, a negligência estatal somada ao acesso desigual na saúde promovem a precarização do sistema salutar e contribuem para a disseminação de doenças virais entre os indivíduos da nação brasileira.

Em primeira instância, a desigualdade social no Brasil fundamenta a existência de privilégios para a classe social detentora de maior poder aquisitivo, que desfruta de melhores atendimentos hospitalares nas cidades do país. Nessa ótica, as unidades de pronto atendimento público apresentam poucos médicos, falta de medicamentos e equipamentos para atender a população, segundo o apresentado em novembro de 2020 pelo noticiário Jornal GloboNews. Nessa conjuntura, a falta de medidas políticas para aumentar o investimento em recursos hospitalares produz a precarização na saúde e expõe o déficit público em propôr a igualdade de direitos no atendimento salutar.

Em segunda análise, o precário sistema salutar promove a disseminação de novas doenças no meio social, pois as redes hospitalares públicas falham no fornecimento de medidas sanitárias à população para combater novas doenças. Assim, o número de casos de covid-19 no Brasil apresentou elevado índice devido à falta de protocolos eficientes para evitar a disseminação, como a disposição de leitos, materiais de proteção, entre outros, segundo o apresentado em outubro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, o grande número de mortes causadas pela pandemia do coronavírus no Brasil expressa a incapacidade da saúde pública em atender os direitos dos indivíduos no Brasil e explicita a má gestão política em propôr o atendimento à saúde de forma prevista pela constituição.

Portanto, é mister a criação de planejamentos políticos para sanar o avanço dos impactos da precarização da saúde pública no Brasil. Então, o Ministério da Saúde, em conjunto com as prefeituras, deve propôr o investimento na infraestrutura da área salutar, por meio da distribuição de equipamentos tecnológicos, medicamentos, entre outros, e da implementação de cursos especializados, cedidos por professores do ensino superior em unidades de pronto atendimento, para capacitar os profissionais da área de saúde, melhorar o atendimento em redes hospitalares públicas e combater a disseminação de novas doenças. Logo, o conceito de cidadania é estabelecido quando o Estado promove o acesso à saúde para todos, assim, é necessário o investimento na saúde pública brasileira.