Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Após intensas lutas sociais pelo acesso universal à saúde, em 1988 ele foi colocado na Constituição Federal como um direito e também foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, mesmo com a ampliação do acesso à saúde problemas, devido a falta de investimentos em novos equipamentos e de uma gestão mais eficiente, impedem que todos os cidadãos acessem esse sistema. Por isso, torna-se necessário compreender esse problema a fim de resolvê-lo.

Primeiramente, é necessário destacar que a gestão ineficaz da saúde pública no Brasil faz com que as emergências fiquem lotadas. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, ao viver em sociedade o homem abre mão de sua liberdade de escolha e a delega às autoridades competentes, nesse caso o presidente e o Ministério da Saúde. Entretanto, devido a falta de gestão eficiente aliado a falta de instrução para utilizar esse serviço, todos os dias milhares de cidadãos lotam as emergências quando seu problema poderia ser resolvido pelos médicos da família presentes nas Unidades Básicas de cada bairro, como explica o Médico Drauzio Varella. Desse modo, tem-se que os pacientes graves não conseguem receber o tratamento adequado, devido a superlotação das emergências.

Em segundo lugar, pode-se destacar que a falta de investimentos em tecnologia impede que mais cidadãos tenham acesso a esse direito. Ademais, com a Internet das Coisas -aparelhos que se conectam à internet- o uso desses aparelhos é capaz de possibilitar o atendimento médico em áreas remotas, como é feito na China. Uma vez que, com o uso de consultas virtuais, aliadas a aparelhos médicos básicos, será possível promover atendimento médico em comunidades remotas, que tiveram seu direito à saúde negado, e isso com um custo mais baixo, pois não seria preciso levar uma equipe médica inteira a essas regiões.

Fica claro, portanto, que torna-se necessário investir na modernizção tecnológica do SUS e na melhora de sua gestão. Por isso, o Ministério da Saúde deve comprar equipamentos capazes de realizar consultas remotas, para que eles sejam levados às regiões que não possuem hospitais. Isso, com objetivo de ampliar o acesso à saúde a essas populações, que tiveram seus direitos negados, dando a elas o acesso a médicos de diferentes especialidades. Além disso, é necessário que esse ministério também promova a criação de propagandas educativas para serem transmitidas na televisão, com o objetivo de ensinar a população como utilizar o SUS, evitar que as emergências fiquem lotadas e fazer com que todos sejam atendidos. Desse modo, será possível garantir o direito constitucional de acesso à saúde e fazer valer as inúmeras décadas de lutas sociais necessárias para obtê-lo.