Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 06/01/2021
O livro Utopia, de Thomas More, descreve uma sociedade satisfeita e sem problemas sociais. Fora da ficção, ao se observar o Brasil, nota-se a disparidade do cenário literário com o brasileiro, haja vista que a saúde pública não atende às demandas da sociedade e nem tampouco consegue satisfazê-la. Destarte, faz-se necessário debater a falta do amplo apoio popular e a ausência de investimentos adequados do governo como fomentadores para o serviço de má qualidade.
Em primeiro lugar, é válido elucidar a relevância dos cidadãos em reivindicar seus direitos. Nesse viés, quando a população não interfere na crescente desvalorização da saúde pública, ela prejudica a si mesmo e as gerações futuras. Assim, a participação popular na valorização e apoio ao sistema de saúde pode modificá-lo, corroborando para a frase de Robert Putnam, que relaciona a ação da população com a resolução de problemas sociais, nesse caso, com a melhoria desse serviço essencial.
Outrossim, a falta de investimento adequado também é uma problemática. Nesse sentido, a existência de locais carentes de recursos, sejam eles financeiros ou humanos, afeta toda a sociedade. Posto isso, a ineficácia do Estado em promover a saúde pública de qualidade a todos, não condiz com sua real função, consoante Thomas Hobbes, a qual seria instituir o bem comum, uma vez que aquele sem acesso ao serviço em questão é negligenciado e marginalizado.
Portanto, é fulcral a melhora na saúde pública. Logo, urge a sociedade a organização de grupos em cada comunidade, mediante a eleição anual de 15 moradores que irão atuar como fiscalizadores dos serviços públicos oferecidos, a fim de reivindicarem por melhorias nesses locais. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde investir em hospitais, por meio de verbas destinadas à infraestrutura e compra de medicamentos, com o intuito de oferecer melhores serviços aos cidadãos. Só assim, a realidade descrita no livro Utopia estará mais próxima de ser alcançada pelo Brasil.