Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Platão, filósofo grego, afirmou, por meio do Mito da Caverna, que o conhecimento na Terra são sombras e defendeu uma investigação filosófica na busca e apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam essa ideia. Sobre esse aspecto, convém analisar como a precarização dos recursos afetam as vítimas e a classe política influencia o problema.
Em primeira análise, é evidente que o sucateamento do serviço de saúde é um grande risco. Nesse sentido, apesar da Constituição Federal fornecer o direito aos tratamentos, na realidade, se tornar um privilégio a maioria da população. Desse modo, famílias que não possuem acesso aos planos privados, que possuem um excelente serviço, sofrem periodicamente com grandes filas, falta de médicos, enfermeiros e medicamentos essenciais. Com isso, o descaso de materiais contribuem na morte de milhões de brasileiros, na contramão de países desenvolvidos, por exemplo, Reino Unido, na qual seu Sistema Nacional de Saúde salvou a vida do primeiro ministro após a contração de Covid-19 em 2020.
Em segunda análise , os representantes do povo são os principais perpetuadores do desafio. Dessa maneira, o investimento precário no Sistema Único de Saúde brasileiro e desvio de recursos para uso próprio impactam diretamente o tema. Nesse contexto, segundo o sociólogo Bauman, em sua obra “Amor Líquido”, as relações superficiais na contemporaneidade e o descaso com a vida alheia, são evidenciados no Brasil em tais ações. Assim, a inexistência de projetos de leis que obriguem políticos a utilizarem o sistema público, em consonância a uma maior fiscalização dos recursos impedem a resolução da problemática.
Logo, é inadmissível que esse cenário de despreocupação com a saúde continue a pendurar. Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Justiça, aliado a mídia, o compartilhamento de incentivos a manifestações que visem a obrigatoriedade de políticos utilizarem o SUS. Ademais, a criação de um departamento exclusivo ao monitoramento de verbas aplicadas a esse fim, por meio do envio de verbas a essa secretaria e contratação de agentes capacitados, que investigarão todos os contratos e acordos feitos.Assim sendo ,os recursos garantidos pela Constituição serão respeitados e haverá uma modernização dos equipamentos, em decorrência da utilização da classe política, com a reflexão proposta por Platão sendo necessária para atingir esse objetivo.