Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 09/12/2020
A Constituição Federal de 1988— fruto da luto dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito de saúde pública para a população do Brasil. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que os postos de saúde e os hospitais são precários de atendimentos e equipamentos, sendo assim, é necessário que o povo brasileiro reivindique seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a qualidade do Sistema Único de Saúde; e, também, o compromisso do Estado nos investimentos necessários para a saúde pública do país.
Primordialmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil se encontrava com, cerca de, 209 milhões de habitantes, dessa forma, fica nítido que, para suprir a demanda da saúde pública no país, são necessários inúmeros postos e hospitais, bem como, um atendimento especializado para a quantidade de cidadãos enfermos. Contudo, as filas exorbitantes encontradas nas clínicas deixam evidente a falta de equipamentos, médicos e profissionais, ocasionando a insatisfação e piora na situação física dos pacientes. Para tanto, o aumento no número de atuante nos centros do SUS é de extrema iminência para a melhoria de sua qualidade.
Outrossim, o filósofo Sêneca citou, “É parte da cura o desejo de ser curado”. Em vista disso, pensa-se na classe trabalhadora, a qual divide entre ela o desejo da cura para si e para o próximo, e que usufrui de um sistema público de saúde carente de verbas para uma parcela alta de pacientes. O SUS não é alvo de maiores investimentos por parte da República, logo, têm falta de equipamentos e materiais básicos na cura e salvação da vida humana.
Em suma, é necessário medidas precisas e detalhadas para se solucionar o empasse. Inicialmente, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Educação, gerar mais vagas nas universidades para os cursos das áreas da saúde, com o auxilio de empresas privadas que necessitam de tais profissionais, afinal, seria suprido a demanda de atendimentos nos postos e hospitais públicos. Da mesma maneira, os governos estaduais devem aumentar as verbas destinadas ao SUS, eliminando a falta de equipamentos e materiais usados no dia a dia, tal feito seria possível com a ajuda de empresas do terceiro setor, finalmente, a Constituição de 1988 seria realmente efetivada.