Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 10/12/2020

O livro Quarto de Despejo, da escritora Carolina Maria de Jesus, retrata o cotidiano de uma moradora de uma comunidade carente, a qual não possui acesso à saúde, educação, saneamento básico e alimentação garantida. Atualmente, a baixa verba destinada para fins públicos de saúde é a principal causa por inviabilizar o acesso igualitário à saúde. Além disso, a necessidade de incorporar novas tecnologias no sistema de saúde é responsável por elevar os seus custos para a população, o que impossibilita o acesso periférico e de comunidades carentes.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a baixa verba destinada para utilização na saúde pública é a principal causa por inviabilizar o acesso igualitário ao serviço de tratamento. Segundo o site “Mv”, o Brasil direciona apenas 10% do seu orçamento público total para a saúde. Sendo assim, a construção de novos centros de saúde em comunidades carentes e locais de difícil acesso se torna inviável, uma vez que não há meios para realizar projetos e, consequentemente, ocorre o mantimento da desigualdade na saúde brasileira, já que uma parcela populacional permanece sem o devido acesso.

Cabe salientar, em segundo plano, que a agregação de novas tecnologias é responsável por elevar os custos populacionais com a saúde. De acordo com o Hospital Unimed Recife III, o aumento da faixa etária brasileira resulta na incorporação de novas tecnologias, o que possui como consequência a elevação dos gastos para toda a população brasileira. Com isso, fica evidente que os gastos com saúde estão em grande ascensão, o que resulta no crescimento da desigualdade e exclui famílias que possuem baixa renda, uma vez que muitas não dispõe de meios financeiros para custear os tratamentos.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses presentes no serviço de saúde pública no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover a construção de centros de saúde em comunidades carentes e periferias, o que deve ser feito por meio do arrecadamento de verbas a partir dos impostos de clínicas particulares e medicamentos. Tal processo consiste em facilitar o acesso para famílias que possuem baixa renda, como renda bruta familiar abaixo de três salários mínimos, o que garante acesso igualitário para toda a população brasileira. Com essa medida, espera-se que o direcionamento de verbas para a saúde pública seja priorizado e receba elevação em seu valor, o que possibilita a construção de novos departamentos de saúde e a compra de novos equipamentos tecnológicos sem elevar os custos populacionais, além de promover o acesso facilitado para as famílias de baixa renda, o que garante bem-estar para toda a população.