Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 14/12/2020

A Constituição Federal de 1988 garante, conforme o Artigo 200, a saúde como direito de todos e dever do Estado. No entanto, a sociedade mostra-se distante do que impõe a norma constitucional, visto que o SUS - Órgão responsável pela propagação de consultas médicas gratuitas para os cidadãos brasileiros- apresenta obstáculos para a sua total eficiência, como a falta de investimento por parte dos setores governamentais e a dificuldade de grande parte da população de não terem acesso ao atendimento médico gratuito.

A princípio, é possível citar, o documentário “Na fila do SUS”, criado no ano de 2020 a partir de uma campanha de financiamento coletivo, o qual traz além da importância da consulta gratuita no Brasil, críticas e questionamentos sobre aonde está sendo depositado os investimentos que seriam destinados a saúde do povo, visto a situação precária e de calamidade atual dos postos do Sistema Único de Saúde. Acresce que, somente quatro por cento do PIB- Produto Interno Bruto- é destinado a saúde pública em 2020, de acordo com o IBGE. Partindo desses dados, fica evidente o descaso do governo ao destinar um baixo valor de verbas para serem gastos com a saúdo pública do brasileiro.

Ademais, é válido destacar, que de acordo com dados divulgados pelo IBGE, a cada dez pessoas oito declararam ter acesso a algum serviço de saúde de uso regular. Embora sejam informações positivas, também significa que cerca de 35 milhões de brasileiros não o têm. Esses valores são muitas vezes, explicados pela distância entre sua moradia e o local de atendimento médico público mais próximo e a falta de divulgação desses diretos em escolas públicas. Demostrando, a falta de interesse do governo em propagar o órgão em regiões afastadas.

Mediante o panorama exposto, é imperativo que o Governo Federal e o Ministério da Saúde invistam nos próximos anos o dobro do valor, retirado do PIB, destinado para o SUS em 2020, aumentando o investimento de acordo com a necessidade de cada ano e situação, com o objetivo de essas verbas adicionais sejam direcionadas a distribuição de um maior número de postos de saúde públicos em cidades do interior e locais onde predomina fazendas e uma maior disposições de leitos e medicamentos nos hospitais. Outrossim, seria relevante, em todas as escolas do país a promoção de palestras, por meio do Ministério da Educação, que expliquem o direito de todos de um atendimento médico gratuito e como utiliza-lo. Assim, visando um real cumprimento da Lei.