Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 13/12/2020

“Quem não arranja tempo para cuidar da saúde terá que arranjar tempo para cuidar da doença”,diz o cardiologista Nildo Lage. Certamente, o cuidado com a saúde é fundamental para se ter uma boa qualidade de vida. Lamentavelmente, nem sempre isso acontece. Atualmente, o Brasil vem sofrendo sérios problemas relacionados á saúde pública no país. Prova disso é o longo tempo de espera na busca de tratamentos e também a falta de leitos nos hospitais.

Em primeiro plano, vale destacar que o tempo é algo valioso no tratamento de doenças,  principalmente quando se diz respeito á doenças mais graves. O tempo médio de espera no SUS é de aproximadamente um ano e 4 meses, conforme aponta pesquisa feita pelo G1 da Globo. Assim, cada vez mais os pacientes acabam por ficar desolados e não ter uma solução para seus problemas. Além disso, outra pesquisa feita pelo SIPS mostra que cerca de 39% de seus entrevistados optaram fechar com planos de saúde por medo de ter que esperar por atendimento no SUS. Infelizmente, nem todos tem condições para tal. Com isso, o Sistema de Saúde acaba por agir de forma desigual na sociedade, o que é inadimissível.

Em segundo plano, vale ressaltar que a falta de leitos é frequente nos públicos do país. Assim, muitos dos enfermos que já estão em situação de fragilidade ainda tem que esperar por atendimento em lugares desconfortáveis ​​como corredores por exemplo. Dessa forma, a falta de investimento por parte do Governo nesse setor acaba por ser desumana. Segundo Abraham Lincoln, político Norte-Americano, a política deve servir o povo e não ao contrário. Quando metas e planos não são colocados em prática para o prol da sociedade a idéia de Lincoln é refutada. Conforme o Artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Sendo assim, é necessário que se lute para que esse direito seja assegurado.

Concluí-se que, é fulcral que medidas sejam tomadas para melhora no Sistema de Saúde do Brasil. Afim de resolver o problema, o Ministério da Saúde, por meio da contratação de mais médicos, deve diminuir o tempo de espera na busca de tratamentos de modo que todos consigam ser atendidos com a maior rapidez possível. Paralelo a isso, o Governo, junto aos Estados, por meio de verbas públicas direcionadas ao SUS, deve aumentar significativamente o número de leitos e recursos para que os doentes em situação de fragilidade se sintam mais acolhidos. Dessa forma, o Sistema de Saúde poderá se desenvolver sendo mais igualitário e acolhedor.