Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 16/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à saúde. Entretanto, no Brasil, nota-se que o descaso com a saúde pública impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e a falta de de atendimento.
Em primeiro lugar, é importante destacar a ineficiência governamental com o bem-estar social. Nesse viés, observa-se que atualmente o pouco investimento em saúde, não é suficiente para atender toda a população. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do Ministério da Saúde (MS), o qual prevê que no ano de 2019, foram destinados apenas 9,2% do PIB ( Produto interno bruto) para a saúde. Devido a isso, ocorre a falta de profissionais qualificados, equipamentos e locais de atendimento, como postos de saúde, essenciais para o tratamento dos pacientes. Diante dos fatos, torna-se imprescindível ações do Estado para amenizar a problemática.
Por conseguinte, é válido ressaltar a falta de atendimento aos cidadãos. Diante desse contexto, o sociólogo Zygmunt Bauman, atribuiu de “modernidade líquida,” a contemporaneidade, na qual tudo se transforma nada é estático, assim, os acontecimentos são incertos. Nessa lógica, muitos indivíduos podem precisar do SUS ( Sistema Único de Saúde) ao mesmo tempo, causando, por exemplo, a superlotação dos hospitais e postos de saúde. Consequentemente, muitas pessoas ficam em estado de penúria e muitas vezes chegam a óbito, por falta de infraestrutura básica para atender uma grande quantidade de pessoas ao mesmo tempo. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em síntese, a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de viabilizar medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde (MS), por meio de verbas governamentais, priorizar a saúde pública nos investimentos do Estado, promovendo a construção de mais locais de atendimento com equipamentos adequados e profissionais qualificados, principalmente nas regiões mais periféricas onde maioria das pessoas só dependem do SUS para efetuar tratamentos, a fim de que todos os indivíduos possam ter acesso a saúde de forma igualitária. Enfim, a partir dessas ações será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.