Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Analisando o mosaico brasileiro de negligências, é impetuoso citar a saúde pública e sua obstinação mediante a falta de recursos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente 17 médicos para cada 10 mil habitantes no Brasil. Sobretudo, a mesma reconhece o Sistema Único de Saúde (SUS) como o maior sistema gratuito e universal do mundo, mas, esse êxito acaba sendo regido por uma política de estado mínimo repleta de oscilações, que descentraliza os investimentos e provoca sobrecarga das unidades. Aspectos esses, primaciais na estruturação e comodidade desse cenário atualmente negativo.
Em primeiro plano, evidencia-se o lapso de investimentos na saúde. Na série brasileira “Sob Pressão” o desempenho de um hospital público é fastidioso, onde é relatado condizentemente a rotina dos médicos e a falta de infraestrutura do estabelecimento. Por conseguinte, a carência de tais meios desencadeiam regiões sem hospitais, o desleixo de pacientes enfrentando filas e humilhações em busca de consultas e profissionais da área sem estímulos efetivos. Dessa maneira, pela interpretação das consequências percebe-se a necessidade de medidas públicas, uma vez que o crescimento econômico do Brasil, necessariamente, deve ser proporcional ao âmbito da saúde.
Outrossim, é indispensável pontuar a deficiência na abordagem do assunto, no que diz respeito a ausência de uma base educativa sobre saúde pessoal e possíveis precauções. Conforme, é notório que os indivíduos com maior escolaridade tendem a ter uma melhor percepção de efeitos de tratamentos, especialidades médicas e necessidades de exames, ao passo que os menos privilegiados acabam consumindo menos os serviços públicos por falta de informação. Essa lógica corrobora a frase “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” defendida por Immanuel Kant, onde o filósofo visa esclarecer as circunstâncias de mutualidade que a educação deve ter com a população, sendo o principal agente de mudanças.
É necessário, portanto, que o governo aliado com o Ministério da Justiça estabilize a verba destinada aos hospitais e unidades de saúde a partir do corte de investimentos nos setores de menor urgência e atribua rigidez às penas de responsáveis por desvio de verbas, a fim de concretizar a subtração de tal recorrência e elevar a qualidade de infraestrutura. Além disso, deve-se atribuir a capacitação de uma maior quantidade de profissionais da área e pelas mídias digitais transparecer os resultados, com a finalidade de diminuir o percentual de lotação e proporcionar uma consciência coletiva. Só assim, os desafios da saúde pública brasileira tendem a tomar um panorama de resolução.