Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 26/12/2020
O Sistema Único de Saúde (SUS) possui como um de seus princípios a universalidade, que em conformidade com a Constituição Federal de 1988 caracteriza a saúde como direito de todos de forma igualitária. Entretanto, o cenário atual reflete outra realidade, uma vez que devido ao baixo investimento governamental observa-se notória desigualdade na área de saúde, dificultando a democratização ao seu acesso.
A princípio, é importante salientar que nos últimos anos, o investimento por parte do governo na área da saúde foi significativa inferior em comparação com outros países. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os gastos públicos direcionados à saúde no ano de 2017 foram de somente 3,8% do PIB, três vezes menor que a taxa mundial de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Em decorrência disso, nota-se que a população possui ainda dificuldade de acesso ao atendimento médico e à realização de exames, que são processos muitas vezes burocráticos e demorados que refletem a desigualdade ainda existente no país. Conforme publicado pela Rede Globo de televisão, o tempo médio de espera para marcar uma consulta na cidade de São Paulo é de cerca de 80 dias. Outro exemplo são os procedimentos mais complexos como cirurgias, que levam em média 6 meses para serem agendados. Esses dados demonstram o impacto que o baixo investimento pode acarretar sobre a sociedade.
Evidencia-se, portanto, que aumentar os investimentos em saúde se torna imprescindível para diminuir a desigualdade ainda existente entre a população. Tornando indispensável que, além do aumento dos investimentos neste setor por parte do Governo, o Ministério da Saúde promova o acesso igualitário aos serviços disponibilizados pelo SUS por meio da ampliação e do aprimoramento de programas prestados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecendo atendimento médico e a realização de exames rotineiros aos cidadãos.