Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 05/01/2021

O escritor Gilberto Dimenstein, em “O cidadão de papel”, evidencia como, apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e das leis que regem o país, os direitos não são efetuados na prática. Sob esse viés, o descaso com a saúde pública persiste no Brasil, devido à negligência estatal e à ausência de democracia ao acesso de hospitais e planos de saúde. Desse modo, urge que mudanças sejam feitas.

Mormente, é imperioso destacar o descaso estatal frente à saúde pública do Brasil. Consoante o filósofo John Locke, a sociedade e o Estado possuem um contrato social e é dever dos governantes garantirem os direitos de todos. Todavia, isso não é efetuado, já que é notório a insuficiência de verbas destinadas aos hospitais. Dessa maneira, é preciso um maior investimento na área da saúde, para proporcionar um excelente atendimento e infraestrutura à sociedade.

Ademais, vale ressaltar que grande parte dos brasileiros não conseguem acessar esse importante direito humano. Isso ocorre pela falta de leitos e hospitais, que não estão presentes em cidades interioranas e próximo às regiões rurais, levando o indivíduo a locomover grandes distâncias para ser atendido. Além disso, há também a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS), programa governamental que permite procedimentos médicos gratuitos. Assim, muitos indivíduos aguardam por anos sua chance de ser consultado, e, dependendo da urgência, morrem esperando a sua vez.

Portanto, é indubitável a necessidade de mudanças. Para tanto, é mister que o Poder Executivo, junto ao Ministério da Saúde, garantam que esse direito seja acessível a toda sociedade, por meio de um maior investimento monetário, construindo hospitais, principalmente no interior do país, e melhorando o SUS. Isso deve ser feito a fim de agilizar o atendimento, evitando sobrecarga e mortes pela lentidão. Desse modo, é possível atenuar o descaso à saúde pública, ressaltado pelo escritor supracitado.