Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a saúde pública no Brasil configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no país, devido não só à negligência do Estado, mas também à ausência de ensinamentos básicos sobre a higiene.
Deve-se destacar, de início, que o Governo brasileiro não dá a devida importância à esfera pública de saúde no país. Prova disso são dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os quais revelam que os gastos públicos nesse setor representam algo em torno de 3,6% do Produto interno bruto, gastando por dia pouco mais de R$ 3 por dia com a saúde de cada cidadão. Dessa maneira, não há recursos financeiros o suficiente para atender 80% da população que dependem do Sistema Único de Saúde, segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado do Sergipe. Diante disso, os pacientes sofrem com a falta de material hospitalar, demora para o atendimento, além da carência de profissionais de qualidade.
Nesse contexto, vale ressaltar o ensinamento de Immanuel Kant, que diz “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”. Nesse cenário, observa-se como a educação é fundamental pois com ela é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de doenças. É evidente na obra Urupês, de Monteiro Lobato, em que o personagem Jeca Tatu é retratado como um trabalhador rural do Vale do Paraíba, que sofria de “amarelão”, enfermidade causada por vermes, cuja presença no organismo origina anemia, fraqueza e cor amarelada na pele. Desse modo, denuncia-se como a educação é necessária para que os cuidados pessoais sejam feitos de forma correta, conseguindo assim evitar adoecimentos desnecessários.
Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o Governo federal, juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de investimentos e leis, deve oferecer todos os recursos essenciais, para que os hospitais públicos consigam ter um atendimento rápido e de qualidade. Além disso, o Estado deve oferecer palestras nas escolas obrigatoriamente e fazer propagandas que mostram como é fundamental ter uma boa higiene, ademais mostrar as consequências da falta dessa. Nesse sentido, o feito de tal ação fará com que menos pessoas adoeçam, assim os hospitais com uma infraestrutura de qualidade só receberão casos que não podem ser evitados. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada.