Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Na obra de “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, essa obra não se aplica à contemporaniedade vivida no sistema de saúde pública no Brasil, uma vez que o descaso nesse grupo apresenta uma barreira, em virtude da inefetividade do Estado, como também da superlotação dos hospitais.
Diante dessa análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falha no sistema de saúde. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo a trazer equilíbrio à sociedade. Contudo, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, haja vista a falta de recursos e de profissionais qualificados, médicos e na diminuição de verbas públicas no gerenciamento hospitalar, que impedem uma melhoria na saúde no Brasil. Logo, percebe-se que o Poder Governamental, ao não efetivar o pensamento de Hobbes, acarreta a precariedade no atendimento e longo tempo de espera nas filas dos ambulatórios.
Por fim, é válido destacar o poder que a superlotação possui como agravante do problema. A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar. É notório perceber que, no Brasil, parte da população não desfruta desse direito, na prática. Tendo em vista a falta de equipamentos e insuficiência de leitos para atender os pacientes, o que resulta na sobrecarga dos hospitais e na acomodação de enfermos em locais inapropriados, como os corredores. Consequentemente, gerando desconforto e transtornos à sociedade ao utilizar seu direito fundamental de acesso à saúde.
É evidente, portanto, que problemas na saúde pública são presentes e precisam ser revisados. Em razão disso, o Governo Federal deve aumentar investimentos nas estruturas hospitalares (como na compra de equipamentos adequados e em locais mais acessíveis) que deve ser feito através de mais verbas governamentais e políticas públicas, nesse ponto é fundamental para conter a superlotação e promover a saúde e ao bem-estar citados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, sendo assim, toda a população será favorecida e a coletividade alcançará a utopia de More.