Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Na série “Sob Pressão”, da Globo Filmes, é relatada a trajetória de médicos que enfrentaram diversos desafios originados pelo sistema hospitalar precário que comprometia a realização de um bom serviço. Paralelamente, de forma a correlacionar com o lúdico, é perceptível uma semelhança entre essa série e a realidade brasileira, posto que a saúde pública almejada ainda é um desafio. Esse imbróglio é motivado tanto pela política de promoção da vitalidade ineficiente quanto pelo déficit orçamentário federal.

Em primeiro lugar, vale salientar que a ausência de políticas públicas efetivas tem, consideravelmente, um efeito retrógrado à consolidação da saúde pública positiva, posto que a majori-tária população canarinho que vivem condições de subsistência apresentam determinantes sociais - saneamento básico e lazer, por exemplo - deficitários. Esse fundamento vai contra o pensamento do filósofo inglês Francis Bacon, no livro “Nova Atlântida”, segundo o qual é necessário que todos os setores essenciais estejam em harmonia para a construção de um lugar mais vitalício e saudável. Nesse sentido, é indubitável que, enquanto os princípios fundamentais assegurados pela Constituição Federal não convergirem a determinado objetivo, a promoção do bem-estar não será concretizada.

Ademais, cabe ressaltar a Emenda Constitucional referente ao Teto de Gastos, a qual, em 2019, ofertou apenas 15% da receita da corrente líquida do ano ao investimento na saúde. O respectivo dado evidencia, intrinsecamente, um impacto no atendimento adequado face à carência de aparelhos técnicos e medicamentos, bem como na compreensão convicta de casos clínicos específicos, uma vez que os recursos serão insuficientes para a manutenção de equipamentos tecnológicos, como os ultrassons, principalmente em regiões hipossuficientes. Dessa forma, o tecido social de diversas subregiões brasileiras apresentarão dificuldades para o tratamento e a solução de seus problemas, o que causa um estado de calamidade em detrimento das complicações vitais.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de que a saúde pública ideal seja efetivada. Destarte, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Economia, deve, por meio da concessão de verbas e benefícios, realizar uma política de investimento em saúde e saneamento básico justa para que a nação canarinho não se torne vulnerável a consequências severas que provocam um caos social. Tal método será efetuado com o apoio das Secretarias dos Estados em informar quais subregiões mais carecem desses investimentos. Faz-se, imperativo, também que Orga-nizações Não Governamentais realizem atividades físicas e dinâmicas lúdicas que promovam o bem-estar social. Assim, um ambiente divergente de “Sob Pressão” será visto nacionalmente.