Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) – assegura a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto dessa narrativa, uma vez que há problemas acerca da saúde pública no país. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto da assimetria socioeconômica.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas suficientemente efetivas afim de coibir o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o Poder Público é responsável por gerenciar as questões que envolvam a sociedade, todavia, não é esse o panorama vivenciado. Além disso,há uma escassez nos investimentos direcionados à saúde, desse modo,dificultado os atendimentos e a recuperação da população pobre. Prova disso são os dados divulgados pelo site “ Mv” , os quais revelam que nos últimos anos os investimento para o SUS caíram 80%.

Em segunda instância, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotora do problema. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , cerca de 1% dos brasileiros concentra mais de 30 % de todo o capital do país. Ademais, esse quadro reflete na má distribuição econômica entre as classes sociais, assim, dificultando a concretização de um direito constitucional,de tal modo, atingindo diretamente os cidadãos que não possuem condições de pagar um plano de saúde.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para conter o avanço dessa problemática. Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido em um maior investimento para o SUS, por meio da construção de mais centros de atendimentos, e da contratação de novos profissionais, com isso, desacelerando as filas para os atendimentos. Dessa forma, espera-se amenizar as mazelas da saúde pública no Brasil.