Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 15/01/2021

De acordo com o Artigo 2ª da Constituição Federal, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo ao Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Acerca dessa lógica, no Brasil, o sistema público de saúde sofre de substanciais imbróglios, sobretudo, pela inobservância governamental e desvalorização social. Logo, ações estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.

Destarte, a inópia de investimentos públicos no desenvolvimento da saúde influi, em maioria, para as constantes crises do serviço. Sob essa óptica, segundo o site G1, devido à pandemia de Covid-19, o estado de Amazonas está em situação de calamidade pública, visto que tubos de oxigênio, essenciais ao tratamento, estão em falta no estado, por conta da falta de verbas. Nesse viés, é notável que, com a negligência das instituições públicas, a penúria de aplicações no Sistema Único de Saúde (SUS), grande parte da população sofre, constantemente, com incertezas acerca dos tratamentos, notado que, muitas vezes, os equipamentos disponíveis são escassos e a maior parte dos usuários não possui condições para recorrer a serviços privados. Desse modo, atos que mudem esse cenário são urgentes.

Outrossim, a desvalorização por parte da população ao SUS coadjuva, em parte, para a dificuldade de funcionamento. Nessa conjuntura, é notável que ainda perdura na sociedade brasileira estigmas preconceituosos contra as populações mais destituídas, a exemplo dos ataques xenofóbicos que a região nordeste sofreu nas eleições de 2014. À vista disso, grande parte desses ataques são transferidos ao sistema de saúde, no qual parte da sociedade tenta inviabilizar a organização, culpando-a de problemas subsequentes, como a crise econômica atuante no País, condenando a população invés de cobrar os governantes. Por conseguinte, medidas que modifiquem essa realidade são importantes.

À luz dessas considerações, ações que menorizem os imbróglios no sistema de saúde são necessárias. Portanto, é fulcral que o Ministério da Saúde deve dispor de capitais para os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em todo o País, com a reforma dessas unidades e a compra de novos equipamentos e de remédios, visando à diminuição dos descasos nesse visto, buscando o maior bem-estar populacional. Ademais, o Ministério das Comunicações deve realizar palestras em locais públicos, como parques e praças, com profissionais da Saúde, que instruam a maior parte da população acerca dos benefícios do SUS, intentando diminuir os ideais preconceituoso que ainda perduram. Por esses intermédios, o descaso com a saúde pública pode deixar de ser um imbróglio no País.