Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Segundo o Artigo 196 da Constituição Federal, o acesso à saúde é um direito de todos e um dever do Estado, direito esse que pode ser assegurado por meio da gestão eficaz do Sistema Unico de Saúde (SUS). Entretando, a falta de investimentos nesse âmbito, bem como os aspectos demográficos da população brasileira, devem ser análisados.
Em primeira instância, é fato que os investimentos realizados no setor da saúde pública pelo Estado são insuficientes para atender às necessidades da população, o que desrespeita Constituição. De acordo a análise dos dados publicados pelo Ministério da Fazenda, cerca de 10,7% do orçamento público é aplicado na saúde brasileira, valor considerado insuficiente pelos parâmetros internacionais, haja vista que assa aplicação é 5% menor que a média mundial. Nesse sentido, o ineficaz investimento na saúde pública brasileira compromete o bem estar da população, além de não cumprir com o que foi designado pela Magna Carta.
Ademais, o contingente populacional brasileiro da contemporaniedade se encontra em bônus demográfico, onde população economicamente ativa (PEA), constituída por jovens e adultos, é maior do que a quantidade de idosos no país. Diante disso, é possivel inferir que o Sistema Único de Saúde será mais utilizado pelos brasileiros nas próximas décadas, haja vista que a quantidade de idosos no Brasil irá aumentar com o envelhecimento da população, assim como as comorbidades adquiridas pela idade avançada dos habitantes. Nesse sentido, é fato que a falta de investimentos, aliada à ineficaz gestão do SUS, poderá acarretar no desencadeamento de uma crise no sistema de saúde brasileiro, comprometendo o bem estar da população e infringindo o proposto pela Contituição Brasileira.
Diante do exposto, fica evidente que medidas devem ser tomadas acerda da saúde pública brasileira. O Ministério da Fazenda, aliado ao Ministéio da Saúde, devem, por meio da mudança na gestão das contas públicas do país, aumentar o investimento neste âmbito, objetivando a melhoria da infraestrutura dos hospitais e a contratação de mais médicos para atender a população, o que beneficiará a qualidade de vida dos habitantes. Além disso, o Ministério da Saúde, aliado ao Ministerio da Educação, devem, por meio de palestras e eventos que visem a abordagem da medicina preventiva, orientar a população adulta acerca da prevenção de comorbidades que podem afetar a saúde individual no futuro, o que, a longo prazo, irá resultar em uma população idosa mai saudável e em uma menor procura pelo sistema de saúde público nas próximas décadas.