Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 16/01/2021
O Sistema Único de Saúde foi criado em 1988 como forma de tornar a saúde mais acessível. Esse programa adquiriu um número não esperado de necessitados, o que torna seu funcionamento cada vez mais fragilizado. A causa para os problemas na gestão encontram-se na desigualdade vigente no país e na falta de adesão governamental na luta em favor da saúde pública no Brasil.
Primordialmente, é necessário compreender as raízes da má distribuição de renda, para assim analisar os reflexos no SUS. A monarquia foi uma das primeiras formas de governo vigentes no mundo, com sua estratificação social e consequente impossibilidade de ascensão econômica dos que não compunham a nobreza, criou o desequilíbrio econômico, claramente visível na sociedade atual. Dessa forma, a elite brasileira compõe um número reduzido de pessoas quando comparada à população absoluta, formando um contingente maior que dependentes de programas públicos, nesse caso, o SUS.
Não obstante, o apoio do governo em seus próprios programas é questionável. Segundo site da Rede Brasil, “Em 2019 o SUS perdeu mais de nove bilhões no orçamento federal”. Tal dado demonstra o descaso do governo em relação a população, mesmo ciente da situação econômica do povo. Assim, os brasileiros sentem-se desamparados e sem a esperança de que os orgão publicos cumpram com seus deveres.
Portanto, é necessário diminuir a desigualdade vigente no país e pressionar a gerência governamental para alteração da postura em relação aos programas sociais. Para a questão da distribuição de renda, pode-se realizar um equilíbrio das taxas tributárias, assim, os impostos seriam cobrados de modo proporcional a renda. Isso poderia ser realizado por meio do Ministério da Economia em conjunto com profissionais contábeis de formação renomada, de modo a reter mais dinheiro nos níveis sociais inferiores. Por outro lado, é necessário a adesão da sociedade, por meio de campanhas de conscientização espalhadas fisicamente pela cidade e nos meios digitais, para cobrar do governo seus devidos direitos garantidos na constituição. Como efeito teria-se o funcionamento do SUS e a saúde acessível para todos.