Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 31/01/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o debate sobre a saúde pública no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Diante dessa perspectiva, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para sociedade.
Nesse sentido, é fundamental apontar a falta de investimento público efetivo como um dos principais impulsionadores da desorganização generalizada do Sistema Único de Saúde ( SUS ) no Brasil. Além disso, podemos destacar, a falta de materiais médicos como cilindro de oxigênio, eletrocardiógrafo e coma hospitalares dentre outros. Por outro lado, as principais consequências do baixo e mal investimento público na saúde são: longas filas de espera, transferências forçadas devido a falta de estrutura e precário sistema de atendimento médico. Diante de tal exposto, segundo pesquisas recentes do jornal O GLOBO, o Brasil, de 1995 a 2009, diminuiu mais de 50 % do investimento em saúde. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para incentivar de forma efetiva o fim da centralização do SUS na federação. Outrossim, é inadmissível que o governo brasileiro não tenha um plano coordenado para desmotivar as grandes filas de espera que perdura por anos no SUS, nações como Suíça, Noruega e Dinamarca conseguiram resolver os diversos entraves do SUS com alto investimento em saúde preventiva, equipamentos modernos, trabalho coordenado e planejamento, porém no Brasil, a realidade é oposta. Segundo o escritor irlandês Oscar Wilde, a " insatisfação " é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação.
Diante dos fatos argumentados, é necessário que o Ministério da Saúde, aja fazendo implementação, criação e fiscalização de leis que beneficie o SUS, fomente parcerias público-privadas, por meio de investimento em contratação de profissionais capacitados, equipamentos médicos modernos, fiscalização efetiva das leis em vigor que beneficie o SUS e siga exemplos de sucesso como Suíça, Noruega e Dinamarca que conseguiram resolver seus problemas com investimento em tratamento preventivo e maciço investimento público em saúde.