Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 02/02/2021
A saúde pública é um direito pétrio universal assegurado pela Constituição federal de 1988. Além de um direito legalmente garantido, o bem estar coletivo é analisado cientificamente como essencial para uma sociedade próspera e menos desigual. Entretanto, muitos cidadãos não tem acesso na prática dessa garantia, devido a inficiência governamental e da inércia social.
Sob esse viés, é necessário destacar as principais relevâncias da saúde pública. A saber, ela democratiza os serviços hospitalares e ambulatórios, mediante ao Sistema Único de Saúde (SUS), em todas as regiões do país e em bairros periféricos - locais menos valorizados pelo setor imobiliário, em razão da ausência de incentivos financeiros - neste caso para a implementação de clínicas médicas, como baixa demografia populacional e renda per-capta. Adicionalmente, o bem estar coletivo favorece o crescimento econômico do povo. Segundo estudos científicos, ao trabalhar tendo equilíbrio físico e mental, o indivíduo tem maiores desempenhos comerciais. Além disso, é de grande importância o cumprimento constitucional perante à saúde pública, para não gerar anomalia na legislação.
Contudo, observam-se algumas distoções para essa garantia. O governo investe pouco em infra-estrutura das unidades de saúde e faz uma política de cargos e salários limitados e sem pespectivas de ascensão dos profissionais, exempificado no Programa Mais Médicos. Além do mais, a falta de cobrança social perante à questão da saúde pública colabora para precariedade dela. Conforme o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de um indivíduo determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Nessa linha de raciocínio, por estar imersa em uma outra realidade, a sociedade não enxerga os malefícios trazidos pela ausência de comprometimento político no bem estar coletivo. Com isso, os gestores diminuem os investimentos neste segmento, e , assim, pessoas ficam na fila interminável em busca de um atendimento ambulatorial e cirúrgico.
É necessário, portanto, com vistas a garantir a universalização do acesso de saúde pública qualificada, que o Ministério da Saúde ( M.S.) crie mais unidades básicas de saúde para abrangir toda a nação brasileira, bem como elabore um programa que valorize os profissionais que atuarão nos municípios mais afastado e em bairros periféricos, por meio dos tributos governamentais que serão usados para licitação de construtoras, e também, para incentivos municipalistas, com o fito de assegurar a democratização plena dos serviços da saúde, e , então, as filas em busca deles se reduziriam. Complementarmente, é interessante que o M.S. forneça um esclarecimento a respeito da relevância do comprometimento político da sociedade sobre o bem estar coletivo, a partir de campanhas publicitárias, a fim de gerar uma coscientização em massa do exercício da cidadania.