Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 04/02/2021
De acordo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a saúde deve ser asse-gurada a todos. Diante desse exposto, nota-se que no Brasil, o Sistema Ú-nico de Saúde (SUS) é o responsável pelo acesso universal e gratuito des-sa garantia. Todavia, apesar de seus benefícios, como amparo para a po-pulação carente,ele enfrenta sucateamento, consequência do modelo volta-do apenas para a reabilitação de doentes e falta de investimentos estatais. A princípio, destaca-se que esse sistema tem como prioridade a cura , ou seja, ele se preoucupa mais com os já acometidos com enfermidades, ao invés de privilegiar as ações que as precavejam. Destarte, ele vai contra a Constituição federal, que alega que esse direito deve ser garantido a todos e providenciado pelo Estado, que possui como obrigação, primei-ramente a prevenção, promoção, proteção e por último a recuperação. Consequentemente, os hospitais sofrem de superlotação, que poderia ser evitada, caso o governo adotasse medidas de profilaxia eficientes. Outrossim, apesar do reconhecimento internacional desse serviço pú-blico, o país ainda destina pouca verba para o seu funcionamento. Na si-tuação atual, percebe-se que, com a pandemia, muitas de suas mazelas fo-ram realçadas, principalmente a falta de leitos que, consoante a Confe-deração Nacional de Municípios (CNM), houve uma re-dução de 40 mil na última década. Ademais, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suple-mentar (IESS), em 2017, quase R$ 28 bilhões foram gastos em fraúdes e em procedimentos desnecessários, como cesarianas indevidas, etc. Portanto, com o objetivo de modificar a matriz vigente, que dedica-se a doença, e aumentar o dinheiro reservado a essa garantia, o Ministério da Saúde e o Legislativo,devem respectivamente, criar campanhas informa-tivas e elaborar leis que tornem maior a contribuição estatal nesse direito. Assim, por intermédio de palestras em escolas e centros comunitários, ministradas por especialistas, como médicos e dentistas, e um acréscimo na porcentagem do dinheiro gasto em saúde, será possível democratizá-la.