Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 09/03/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que altercações da saúde popular entre os brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antogônico é fruto tanto do subfinanciamento, quanto do quadro de profissionais.

Pricupuamente, é fulcral pontuar que as dificuldades na saúde pública, consequentemente deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atenção das autoridades, a omissão de valores na saúde, combinada com uma má administração, as quais percebe-se diariamente em hospitais públicos, com a falta de profissionais especializados, insatisfação no atendimento, infraestrutura inadequada, demonstrando o sucateamento do sistema e o distanciamento do direito constitucional à saude.

Ademais, é imperativo ressaltar que a carência de médicos promove o problema. Partindo desse pressuposto, a falta de profissionais na área da saúde, especialmente em cidades periféricas, na qual sofre com ausência de médicos especialistas e proporciona a população o deslocamento para um melhor atendimento intrínseco, que em muitos casos o indeferimento do paciente por não possuir recursos para se deslocar, resulta na desistência da consulta médica. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a mal distribuição de profissionais na esfera da saúde contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte com intuito de mitigar os problemas com a saúde pública, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em melhorias de hospitais e surtido na busca de um melhor atendimento específico, tendo como objetivo a empatia e a imparcialidade social. Outrossim, disponibilize serviços de atendimento especializado as regiões de difícil acesso e formule leis que proporcione total proteção a todos pacientes que se sintam agredidos inconstitucionalmente. E assim, quem sabe um dia, a coletividade alcançara a Utopia de More.