Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 07/04/2021
Na obra “Sob pressão”, do médico e escritor Márcio Maranhão, observa-se a exposição do Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) de maneira veras e autêntica, na qual é perceptível a ocorrência de inúmeras barreiras no atendimento dos pacientes. Tal problemática, infelizmente, se perpassa no cotidiano dos profissionais da saúde e da população que depende dos recursos oferecidos. Nesse viés, os desafios sofridos na implantação de um sistema universal e igualitário de saúde se dão pela má administração financeira e a falta de aplicabilidade das medidas oferecidas pelo Estado.
A princípio, o SUS introduz uma separação entre a opressão e a democracia. De acordo com o Artigo 196° da Constituição Federal brasileira, promulgada no ano de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. Outrossim, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 70% da população brasileira depende do SUS. Ainda mais, tal fato aliado à falta de investimentos e má administração financeira, podem levar a um possível colapso sanitário; visto que a aplicação de recursos no sistema não condiz com a sua função prevista por lei. Dessa forma, é notória a constante pressão exercida no Sistema Único de Saúde brasileiro que tenta sobreviver a cada dia com o mínimo ou o inexistente.
Ademais, esse cenário expõe a falta de eficácia das ações oferecidas pelo governo. Primordialmente, a origem das condutas acerca da saúde no Brasil se deram a partir das ações do médico,epidemiologista e sanitarista Oswaldo Cruz; que recebeu autonomia total para implantar medidas drásticas na cidade do Rio de Janeiro, porém, diferentemente dos feitos hoje aplicados no SUS, as condutas do sanitarista foram efetivas e acarretaram em mudanças significativas. De maneira análoga à situação vivida no Rio de Janeiro, o momento atual também aponta uma visível necessidade de investimentos e,principalmente,de planejamento dos recursos. Por consequência, aqueles que dependem do SUS estão sujeitos a conviver com possíveis episódios de desespero ao necessitarem de assistência.
Portanto, a atual situação do SUS se dá pela má gestão monetária e falta de aplicabilidade das ações oferecidas pelo Estado. Diante disso, cabe à sociedade, aliada aos profissionais de saúde, lutar pela realização e cumprimento dos seus direitos, por meio da organização de grupos de apoio nas mídias sociais, realizando manifestações conscientes e efetivas, para que aquilo previsto por lei seja garantido. Ademais,cabe ao Ministério da Saúde, aliado ao Governo Federal,introduzir na saúde pública,um sistema de monitoramento nacional,na qual atuantes do SUS podem comunicar acerca de necessidades em sua área e região, para que os investimentos se tornem mais eficientes. Assim, será possível impedir que mais brasileiros tenham que sofrer para que condutas sejam adotadas.