Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 17/04/2021

Os Homo Sapiens evoluiram de forma vertiginosa se comparados às outras espécies. Sob essa perspectiva, é válido ressaltar que para a espécie humana desenvolver as técnicas medicinais hodiernas foram necessárias constantes transformações socioculturais nas comunidades. Visto isso, a Primeira Guerra Mundial gerou uma grande quantidade de feridos, sendo portanto, um acontecimento que permitu grande aprimoramento de técnicas cirúrgicas e, consequentemente, da saúde do cidadão. Sob essa análise, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado para garantir o direito à saúde e bem-estar dos brasileiros, entretanto se faz necessária a análise crítica dessa conjuntura no que diz respeito às desigualdades sociais e ao subfinanciamento.

Primeiramente, é válido destacar que a desigualdade social no quesito educacional leva a população à carência de informações e de senso crítico. Por isso, a importância do conhecimento acerca dos direitos do cidadão presentes na Constituição de 1988, de que a saúde é um direito social garantida pelo Estado, é necessária para que haja a valorização do SUS e, consequentemente, a aquisição igualitária dos direitos sociais ao pressionar o Poder Público. Portanto, a mobilização das comunidades afetadas pela desigualdade resulta em ação governamental.

Segundamente, o subfinanciamento do governo em relação à saúde pública é notório nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em relação à carência de máquinas, profissionais, e da distribuição igualitária e eficaz aos locais menos privilegiados. Sob essa análise, a série brasileira Sob Pressão retrata a situação de falta de investimento na saúde pública do Brasil e as dificuldades enfrentadas pelos profissionais em relação à falta de recursos e lotação nos hospitais públicos. Por isso, é necessária a ação governamental na saúde brasileira, principalmente no SUS, já que este proporciana acesso universal desde a Atenção Primária até situações mais complexas como transplantes.

Depreende-se portanto, a necessidade da resolução dos impasses na saúde pública brasileira. Por isso, a União, responsável pela gestão dos serviços de saúde, com o auxílio do Ministério da Educação, deve propor a melhoria do acesso às informações pela população menos privilegiada com educação, por meio de políticas públicas que visem a disseminação de conteúdo crítico sobre os direitos dos cidadãos e sua influência no Poder Público, a fim de garantir que a sociedade esteja preparada para lutar pela igualdade e para que, dessa forma, a ação governamental seja voltada para proporcionar o bem-estar social.