Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 18/04/2021
No período de colonização do Brasil, o atendimento médico estava restrito à pessoas com maior poder aquisitivo: a minoria da população. Todavia, com a assinatura da Lei n° 8080, em 1990, foi instituido o Sistema Único de Saúde (SUS) que, em suma, visa democratizar o acesso a saúde. Porém, mesmo sendo reconhecido internacionalmente e servindo de modelo para outros países, com o mau gerenciamento e a falta de investimentos o sistema é prejudicado e a saúde pública brasileira entra em colapso.
Segundo o economista Paulo Feldmann, não há recursos financeiros para promover saúde de qualidade para população e o que está disponível é mal administrado pela gestão do SUS. Sob esse viés, os recursos se tornam limitados e escassos, os individuos dependentes do Sistem Único de Sáude para adquirirem tratamentos, remédios e atendimento médico se encontram desamparados e a mercer da própria sorte. Dessa forma, enquanto não houver reformulações adequadas e necessárias, a sáude publica do Brasil tende a sofrer um retrocesso.
Ademais, a falta de investimento na área da saúde é um fator cabal no agravamento do colapso. De acordo com Oswaldo Tanaka, diretor da Faculdade de Saúde Pública da USP, o SUS está subfinanciado e a situação propende a piorar diante das crises política e econômica instaladas no país. Diante disso, se instaura o risco do fechamento de hospitais e centros de pesquisas financiados e regulamentados pelo Estado. Por conseguinte, as inovações com tecnologia de ponta, por amostra, restrigem-se ao sistema de saúde suplementar. Logo, presencia-se no Brasil, mais uma vez, a exclusão e desvalorização de uma grande parcela da população.
Destarte, é imprescindível o investimento na saúde por parte do Estado que, aliado ao Ministério da Sáude, deve reformular os planejamentos e investimentos destinados ao SUS com a inovação e/ou ampliação de seus projetos a fim de melhorar o acesso a saúde pública e suprir as necessidades da população brasileira.