Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 12/05/2021

A obra literária “Cidadão de Papel”, escrita pelo jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, simboliza a cidadania atuante no Brasil frágil, como se fosse feita de papel, devido a ineficiência governamental que domina o contexto do país. Ao longo da narrativa, a saúde pública brasileira é vista como uma roda gigante que tem seus altos e baixos. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grande problema de contornos específicos, em virtudes da negligência do Estado perante a saúde pública e da falta de eficiência na administração pública.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o SUS (Sistema Único de Saùde) está em uma situação cada vez mais precária, onde não há um atendimento eficaz e não há uma intervenção do Estado para trazer melhorias. Nesse sentido, é notório que há um rompimento do pensamento de Thomas Hobbes, que fala que o Estado é o único e responsável pelo bem-estar da população. Logo, não haverá melhoras e evoluções se não houver uma intervenção estatal.

Ademais, a falta de eficiência é um dos principais problemas do atual sistema, pois - de acordo com o G1 – o tempo médio de espera do SUS é de quatro meses, o que mostra a falta de eficácia e a precariedade da saúde brasileira. Pesquisas feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) mostram que o Brasil gasta 8% do seu PIB – Produto Interno Bruto – em saúde. Assim, uma melhora na administração do SUS seria uma ótima alternativa para melhorar a saúde pública brasileira.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que haja uma melhoria na saúde pública brasileira, urge que o Ministério da Saúde, reforme, por meio de verbas federais e sociais, o atual sistema de saúde brasileiro (SUS), analisando o que está causando os problemas como a falta de medicamentos e atendimentos médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e solucionar tais problemas. Somente assim, será possível se livrar da visão que a obra “Cidadão de Papel” criou.