Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 05/06/2021
A Organização Mundial da Saúde (OMS), conceitua saúde como o bem-estar piscológico, físico e social de uma população. Nesse sentido, tendo em vista essa importância, torna-se crucial analisar como a coletividade é afetada pelos problemas da saúde pública, relacionados à má gerência governamental, que salienta a desigualdade social, sobressaindo a problemática. Dado o exposto, medidas são necessárias para combater o desafio sobre a qualidade de vida no Brasil.
Primeiramente, é válido mencionar que a má gerência governamental é um dos problemas relacionados à saúde pública no Brasil. Sob esse viés, a carência de investimentos nesse setor social é cada vez mais evidente, o que ressalta a negligência com a qual o Estado trata o Sistema Único de Saúde (SUS), já que o corte de verbas impede o aprimoramento dos recursos oferecidos. Para confirmar tal alegação, na atual pandemia do Coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro vetou o direcionamento de capital aos setores do sistema de saúde público, o que fez com que os leitos ficassem superlotados e muitas pessoas sem acesso a esse direito básico. Sendo assim, fica evidente que a falta de gerenciamento do governo gera o sucateamento do sistema, ressaltado pela pandemia da COVID-19.
Outrossim, a partir dos desafios observados, é possível apontar a evidência da desigualdade social como um dos problemas que tangem à problemática em questão. Nesse prisma, haja vista que o SUS foi criado como medida equalitária, é imprescindível abordar a necessidade da efetivação da cidadania para a reparação histórica desigual. Entretanto, com base no supracitado, os impasses oriundos da negligência demonstram uma falta da garantia dos direitos substanciais, na medida que, boa parte da parcela da população de baixa renda tem seus recursos limitados ao acesso à saúde. Assim, a ruptura com a garantia do bem-estar social deturpa o conceito de cidadania para o sociólogo Thomas Marshall, em que o Estado deve garantir o acesso às medidas constitucionais.
Infere-se, portanto, que é necessário resolver os problemas em relação à saúde pública para a promoção da qualidade de vida e dos direitos constitucionais. Para tanto, no intuito de diminuir os impactos da negligência ao SUS, é dever do Ministério da Saúde realizar uma reforma, de maneira que priorize o desafogamento do sistema e a reparação da falta de recursos. Isso irá ocorrer por meio do oferecimento de mais leitos, além da contratação de profissionais recém-formados ou de estagiários do último período das faculdades, a fim de tornar os atendimentos mais dinâmicos. Em adição, para a devida reparação da desigualdade, cabe também ao Estado providenciar coleta de dados, mediante mapeamento de locais, oferecendo assistência social àqueles afetados pelas dificuldades dentro do SUS. Feito isso, o conceito de saúde abordado pela OMS será, de u uma vez por todas, concretizado.