Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 01/07/2021

Hipócrates, médico e filósofo da Grécia Antiga, considerado o pai da medicina, já afirmava que “o homem saudável é aquele que possui um estado físico e mental em perfeito equilíbrio”. No entanto, no contexto atual, tal condição é dificultada, pois são evidentes os problemas relacionados aos desafios da saúde pública brasileira, os quais são conduzidos, principalmente, pela globalização e pelo descaso estatal.

A priori, convém ressaltar que o cenário do mundo globalizado, apesar de apresentar uma série de avanços sociais, muitas vezes, se faz prejudicial ao âmbito da saúde, visto que propicia a proliferação de agentes patológicos oriundos de diversas regiões. Nesse sentido, um exemplo disso são os efeitos catastróficos da pandemia do coronavírus, patologia surgida na China, que logo, se alastrou pelo mundo, sobretudo, no Brasil, em virtude da integração entre os países. Desse modo, tal condição é preocupante, uma vez que causa sérios problemas no sistema hospitalar, o qual, em vários casos, não possui equipamentos e estrutura necessária para combater tais enfermidades.

Outrossim, a falta de infraestrutura hospitalar configura outra lacuna no sistema público de saúde do Brasil. Sob esse viés, embora o direito a saúde e bem-estar social seja assegurado pela Constituição Cidadã, a realidade é bem diferente. Nessa lógica, cabe destacar que o Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de ser bom na teoria e de cumprir importante papel de inclusão social no país, não tem efetuado na prática seu papel assistencial. Nesse prisma, tal fato é evidenciado pela insuficiente quantidade de leitos e de profissionais especializados oferecidos para atender a demanda de pacientes, o que, acarreta adversidades, como a superlotação e várias mortes de indivíduos na espera por atendimento. Dessa forma, tal contexto é crítico e, por isso, são necessárias ações estatais que revertam tal conjuntura, pois como o filósofo Friedrich Hegel já afirmava, “é dever do Estado cuidar de seus filhos”.

Portanto, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pela administração pública, promover por meio de verbas, o bloqueio alfandegário de aeroportos e fronteiras em casos de possíveis epidemias patológicas e, além disso, articular fiscalizações constantes nessas zonas de transição entre regiões, a fim de prevenir consequentes proliferações de doenças advindas de outras localidades. Ademais, tal autoridade deve, ainda mediante verbas, ampliar e aprimorar a estrutura hospitalar, articulando a ascensão de equipamentos tecnológicos, mais leitos e a contratação de mais profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros. Dessa maneira, tais ações seriam realizadas com objetivos de minimizar os desafios da saúde pública do Brasil, contribuindo, assim, para que o conceito de “homem saudável” pregado pelo filósofo Hipócrates, fosse um reflexo da nação brasileira.